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Confira a agenda recheada do Verão Arte Contemporânea em BH!

Belo Horizonte respira arte e reflexão neste mês de janeiro. A 16ª edição do Verão Arte Contemporânea (VAC) já está a pleno vapor, ocupando teatros, cinemas e centros culturais da capital com uma proposta que vai muito além do entretenimento: o foco é a resistência cultural e a formação artística.

Idealizado pelo tradicional Grupo Oficcina Multimédia (GOM), que celebra 48 anos de estrada, o festival segue até o dia 31 de janeiro. Com curadoria rigorosa e entrada franca, o evento se consolida como um território de pensamento crítico sob a direção de Ione de Medeiros.

“O VAC busca refletir os tempos em que vivemos, abrindo espaço para o estímulo à reflexão e criatividade”, destaca a diretora.

Viabilizado pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) – Edital nº 11/2024, número ID 4453 – , o projeto conta com o apoio da Secretaria de Estadi de Cultura e Turismo de Minas Gerais, e é realizado por meio do Sistema Nacional de Cultura, do Ministério da Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, e do Instituto Odeon. 

A primeira metade do festival foi marcada por trocas intensas. Oficinas de teatro com o diretor carioca Marcio Abreu e de rimas com o MC Monge movimentaram a Funarte MG na última semana, promovendo o encontro entre gerações de artistas.

Para quem busca se inscrever ou participar das atividades finais, o cronograma de formação continua robusto:

  • Dança: Entre os dias 26 e 28 de janeiro, o coreógrafo Volmir Cordeiro (Brasil/França) comanda oficina no CRDançaBH (Teatro Marília). No dia 27, o público pode participar de um bate-papo aberto com o artista.
  • Literatura: A mineira Marta Neves orienta a oficina “SE PÁ LAVRA”, também de 26 a 28 de janeiro, explorando o diálogo da escrita com outras artes.

Cinema e internacionalização

A partir desta quinta-feira (22), a sétima arte ganha protagonismo com a abertura da Mostra de Cinema. As exibições ocorrem nos tradicionais Cine Humberto Mauro e Cine Santa Tereza.

A programação é dividida em três eixos:

  1. Perspectiva Marcos Pimentel: Uma retrospectiva com 22 obras do cineasta mineiro.
  2. Mostra Portrait CN D: Uma parceria com o Centro Nacional da Dança da França, trazendo filmes de coreógrafas consagradas como Maguy Marin.
  3. Cinema Francês: O documentário “Sistema K”, sobre a resistência artística no Congo.

Encerramento e artes visuais

O festival termina no dia 31 de janeiro, mas deixa um legado. Na data de encerramento, será inaugurada na Funarte MG a exposição “(Re) conheça”, um diálogo visual entre o fotógrafo Alonso Pafyeze e o artista Goma, expoente do grafite e do pixo. A mostra fica em cartaz até 22 de fevereiro.

Além disso, a exposição associada “arte, cultura, natureza: clima e crise”, em parceria com a Academia Mineira de Letras e o Instituto Pedro Moraleida, discute a urgência climática e permanece aberta até o fim de março.