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Parque Global inicia plantio de 414 ipês-roxos adultos e cria novo marco ambiental e turístico; saiba onde

Intervenção inédita forma mais de 1 km de alameda contínua e posiciona a paisagem como infraestrutura essencial de cidade brasileira

O Parque Global, um dos projetos urbanos mais ambiciosos da América Latina, inicia uma nova etapa de requalificação ambiental da Marginal Pinheiros com a implantação de um projeto inédito em São Paulo. Serão plantados 414 ipês-roxos de grande porte, já adultos, formando mais de um quilômetro contínuo de alameda no canteiro central entre a pista local e a expressa.

A intervenção, com investimento superior a R$ 4 milhões, deve ser concluída em cerca de três meses e já nasce como um potencial novo ícone visual, ambiental e turístico da cidade. Todas as espécies utilizadas são nativas da Mata Atlântica e do Cerrado, reforçando o compromisso com a restauração ecológica urbana. Com expectativa de vida superior a 100 anos e alta capacidade de geração de benefícios ambientais, os ipês foram implantados em espaçamento técnico preciso, permitindo a floração sincrônica, um fenômeno raro em escala urbana, capaz de transformar a paisagem em um grande maciço contínuo de flores roxas.

“O resultado projeta a criação de um “monumento verde do século 21”, com potencial para se tornar uma atração sazonal comparável a grandes eventos internacionais de floração”, diz Ricardo Cardim, da Cardim Arquitetura Paisagística, escritório responsável pelo projeto.

Mais do que uma intervenção paisagística, o projeto introduz um novo paradigma climático para a metrópole. A presença das árvores amplia o sombreamento da avenida, melhora o conforto térmico, contribui para a redução das ilhas de calor e promove a regulação do microclima urbano. Também atua na filtragem de gases tóxicos e material particulado, na retenção de poeira, na captura de CO₂ e no aumento da infiltração da água da chuva no solo, ajudando a mitigar enchentes. Trata-se de um modelo replicável e inovador de infraestrutura verde para resfriamento e equilíbrio climático da cidade.

A iniciativa também impacta diretamente o bem-estar da população. A presença de áreas verdes qualificadas está associada à melhoria da saúde mental, à redução do estresse e ao aumento da sensação de pertencimento urbano, efeitos potencializados em um eixo de grande circulação como a Marginal Pinheiros. O projeto conta ainda com a atuação de um dos maiores especialistas em saúde de árvores do Brasil, Cristiano Budregas, responsável pela seleção dos exemplares nos viveiros e pelo acompanhamento técnico da sanidade e adaptação das espécies ao ambiente urbano, garantindo a longevidade e o desempenho ambiental do conjunto ao longo das décadas.

A ação integra uma estratégia mais ampla de transformação urbana conduzida pela Benx, que trata o paisagismo como elemento estruturante e sustentável. Ao todo, o Parque Global prevê o plantio de mais de 4.000 árvores nativas da Mata Atlântica, promovendo a restauração ecológica em escala urbana e consolidando um dos projetos de sustentabilidade vegetal mais relevantes do país, com espécies que podem atingir até 500 anos de vida.

Dentro do complexo, o conceito de “floresta de bolso”, desenvolvido pelo botânico e paisagista Ricardo Cardim nas Residências Internacionais, reforça essa abordagem. Com plantio adensado de espécies nativas, o projeto recria, em escala urbana, dinâmicas da Mata Atlântica, ampliando a biodiversidade e o conforto ambiental.

No Parque Global, as áreas verdes deixam de ser complemento e assumem protagonismo no desenho urbano, gerando benefícios ambientais mensuráveis e contribuindo para uma cidade mais equilibrada. A alameda de ipês na Marginal Pinheiros se consolida, assim, como um legado de longo prazo, um marco urbano pensado para atravessar gerações e redefinir a relação entre natureza e metrópole.