Fábrica de Graffiti colore centro industrial de Contagem em homenagem ao aniversário da cidade
Contagem é feita de aço, mas também de samba, fé, culinária, futebol de várzea e uma cena cultural que pulsa há décadas. Entre os dias 22 de junho a 3 de julho, a cidade se transforma em palco para a arte urbana na 19ª edição do Fábrica de Graffiti. Com o tema “Cores da Indústria: Contagem em Arte”, a ação homenageia Contagem, que completa 114 anos em agosto, ao destacar a potência criativa da cidade, revelando que sua vocação vai muito além da indústria e levando cor, memória, pertencimento e identidade a espaços produtivos.
Realizado com patrocínio da Fundação ArcelorMittal e da Belgo Arames, o projeto terá como palco o Entreposto de Metálicos do Grupo ArcelorMittal em Contagem, local que recebe sucatas destinadas às usinas e que, agora, também será ressignificado pela arte.
A intervenção contempla a pintura de áreas internas e externas do espaço, como o muro principal e pontos estratégicos do entreposto, criando um circuito visual que resgata e valoriza a trajetória cultural e industrial da cidade. Além disso, os artistas do Fábrica de Graffiti também farão a pintura da fachada Escola Estadual Governador Israel Pinheiro.
“A proposta é retratar a trajetória cultural de Contagem a partir do seu próprio olhar. Como você enxerga essa cidade? O que ela representa pra você? Esperamos uma criação em formato de muralismo que homenageie a identidade de Contagem: sua gente, sua história, sua cultura”, explica Paula Mesquita, produtora-executiva do Fábrica de Graffiti.
Ao todo, oito artistas naturais ou residentes de Contagem participam da iniciativa, incluindo homens e mulheres, reforçando o compromisso do projeto com a valorização da cena artística local. Reconhecida como um berço de talentos da arte urbana, Contagem inspira a curadoria do projeto, que deve destacar narrativas ligadas à memória, ao trabalho e à identidade cultural da região. Nomes relevantes da cena local ajudam a compor esse panorama artístico que conecta passado e presente. São eles: To (@totpdfcrew), Kakaw (@vulgokakaw), Skiter (@sagaz_bh31), Zi Reis (@zireisoficial), Fabi Santana (@fabisantana.art), Rob Dutra (@_robdutra), Caosita (@aruameensinou) e Maizena (@mzaelsamurai).
“Contagem carrega uma força industrial muito marcante, mas ela não se resume a isso. Existe uma energia criativa pulsando nas pessoas, nas tradições, na cultura popular, na música, na fé. É uma cidade feita de trabalho, mas também de afeto e expressão. Nosso objetivo é trazer tudo isso para os muros e mostrar que essa identidade múltipla também merece ser vista e reconhecida”, avalia a produtora executiva do Fábrica de Graffiti, Paula Mesquita.
“Abrir as portas do entreposto da ArcelorMittal para a arte urbana é uma forma de nos dialogarmos diretamente com a população e com a identidade cultural de Contagem. Para nós, o desenvolvimento social nos territórios onde atuamos está profundamente ligado à valorização da cultura local e ao incentivo às trajetórias de jovens, reconhecendo a arte como potente ferramenta de expressão, pertencimento e transformação”, afirma Mariana Sena, gerente de Relacionamento e Territórios da Fundação ArcelorMittal.
“O Entreposto de Metálicos faz parte do desenvolvimento de Contagem. Receber um projeto como o Fábrica de Graffiti em nossas instalações é uma forma de abrir espaço para que a arte se conecte com a indústria, valorizando a cultura local e fortalecendo o vínculo da empresa com a comunidade. Acreditamos que iniciativas como essa contribuem para transformar espaços, inspirar pessoas e reforçar o orgulho de pertencer a uma cidade tão rica em talentos e histórias”, diz o gerente-geral de Operações Metálicos da ArcelorMittal, Marcos Paulo.


