É sábado, dia 06 de agosto, que o Museu Hilda Furacão, que conta os viés da sexualidade, ganha vida. O projeto não foge do tradicional apenas na questão do tema a ser abordado – acontece que o “Museu do Sexo”, como está popularmente sendo tratado, é um projeto itinerante, com várias exposições em diversos pontos da cidade.

Sendo o primeiro dedicado ao tema no Brasil, a mostra inaugural traz diversas atividades em regiões boêmias e populares. O conceito de percurso da iniciativa vai desde o UAI Shopping até os hotéis frequentados pelas profissionais do sexo. “A proposta é fomentar a produção intelectual e artística relacionada ao sexo e colocar este material à disposição do público. Além disso, queremos promover reflexões universais sobre este tema humano, focando em suas especificidades locais, com ênfase no patrimônio cultural e imaterial da Zona Boêmia de Belo Horizonte”, explica Francilins, curador do projeto.

Já no sábado, duas exposições serão abertas ao público. Às 15h estará disponível a mostra “Atentado ao Pudor ou Top Less”, no terceiro piso do Uai Shopping, Centro de Belo Horizonte e tem entrada gratuita. Dentro do espaço estão reunidos vídeos, desenhos, objetos e obras serigráficas sobre o mundo do sexo. A segunda opção é a exposição “Gozemos”, no Centro de Referência de Moda, Centro da capital, com entrada franca de terça à domingo.

Ainda sobre a inauguração,  no domingo, dia 07 de agosto, às 10h, outro evento marca a abertura do Museu. Um “Toplessaço” será realizado no terraço do Hotel Montanhês, conhecido como Castelinho, na rua Guaicurus. A ideia é chamar a atenção para a produção artística relacionada à sexualidade.

Mesmo sendo um projeto itinerante, o curador ainda comenta que há planos de um local fixo para estabelecer e receber os visitantes. A ideia é que este ponto seja na rua Guiaicuruz, o maior ponto de prostituição de Belo Horizonte. O Museu do Sexo Hilda Furacão conta com o apoio do UAI Shopping e dos hotéis Stylus, Ruby, Requinte, Nova América, Gmatos, Magnífico, Montanhês e Privê. O patrocínio é da Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, do BDMG Cultural e da UNA.

 

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