50,9% do acidentes envolvendo motorista de carga estão relacionado ao uso de drogas. É o que revela uma pesquisa realizada pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais com condutores de veículos de carga no Ceasa Contagem, na Grande Belo Horizonte.

Além dos dados a pesquisa também destaca a importância do exame toxicológico necessário para a renovação das CNHs categorias C, D e E. Exigência desde abril de 2015, a medida é motivo de reprovação por parte dos motoristas, mas após esse número divulgado pela UFMG, podemos enxergar que sua necessidade não é nada inútil. O exame analisa a queratina coletada de amostras de cabelo, pelos ou unha do profissional e constata se, nos 90 dias anteriores à coleta, o motorista consumiu substâncias psicoativas como: maconha, cocaína, mazindol, crack, femproporex, ecstasy, heroína, metanfetaminas ou anfepramona.

Ainda sobre os dados revelados pela pesquisa, somente em 2015, mais de mil caminhoneiros dopados perderam a vida em acidentes nas estradas brasileiras. A principal substância em alerta é rebite, usado para potencializar a energia no intuito de aumentar a jornada de trabalho. Além disso, o problema ainda pode intensificar e atingir a camada da segurança pública: o usuário da droga pode se tornar traficante a qualquer momento, principalmente porque os motoristas estão diariamente nas rodovias que ligam grandes centros consumidores em todo o Brasil. Ou seja, o problema é maior do que imaginamos.

%d blogueiros gostam disto: