Toda polêmica começou quando o Jornal O Tempo publicou uma matéria, dia 12 de agosto, sobre uma jovem de Betim que foi impedida de entrar no Clube Chalezinho, balada da região Oeste de Belo Horizonte conhecida por ser frequentada principalmente por pessoas com um alto poder aquisitivo. A jovem, que não quis ser identificada, deveria ter comemorado seu aniversário de 20 anos, mas acabou cancelando a festa.

Segundo a matéria, a garota de 20 anos, iria comemorar seu aniversário na casa noturna, mas um dos funcionários disse que ela “não tem o perfil da casa” e impediu de entrar. Ao longo do texto, o repórter destaca que a aniversariante se sentiu muito humilhada e alega ter sido vítima de preconceito racial e social por não ser semelhante as demais garotas que costumam frequentar o Chalezinho.

Logo que publicada, no portal do Jornal O Tempo, a matéria teve repercussão imediata. Nas redes sociais, a crítica sobre a conduta do estabelecimento foi forte. Um álbum no Facebook da casa com fotos da festa “exigente” foi tomada por internautas com vários comentários em defesa da vítima.

Foto: reprodução/facebook.

Foto: reprodução/Facebook.

E repulsa não para por aí. Em várias outras publicações da página do Chalezinho, no Facebook, os usuários da rede social mostram atacam a casa noturna com figurinhas de vomitaço e frases irônicas.

Foto: reprudução/Facebook.

Foto: reprodução/Facebook.

Foto: reprudução/Facebook.

Foto: reprodução/Facebook.

Foto: reprudução/Facebook.

Foto: reprodução/Facebook.

Foto: reprudução/Facebook.

Foto: reprodução/Facebook.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Em nota, o Clube Chalezinho informou: Lamentamos ter que explicar o caso sem ter conhecimento de informações suficientes para entender o que de fato houve e até a existência de supostos ex-funcionários não identificados, mesmo após tentarmos contato com a cliente. Mas reafirmamos a inexistência de qualquer prática de discriminação com base em etnia, o que parece ter sido alegado. Nossas restrições de entrada tem critérios objetivos tais como programas de fidelidade, serviços adquiridos, vestimentas (camisetas de time, chinelos, etc), entre outros, abertamente divulgados e disponíveis para consulta de nossos frequentadores. Mais uma vez, nos desculpamos de antemão se a cliente não foi atendida com propriedade. Estamos abertos a buscar a solução para o episódio e apresentar o funcionamento da casa para quem estiver genuinamente interessado no esclarecimento dos fatos.

A matéria do Tempo ainda informa que a vítima entrara na justiça com um pedido de indenização por danos morais contra a casa.

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