Avaliar a estrutura atual e verificar se existem riscos em potencial, inclusive de rompimento. Esses são os objetivos principais da visita técnica que será realizada pela Comissão de Meio Ambiente e Política Urbana na barragem que forma a Lagoa da Pampulha (um dos principais cartões postais de Belo Horizonte), na próxima terça-feira (23/4), às 10h. A vistoria foi solicitada pela presidenta da Câmara de BH, Nely Aquino (PRTB), e pelo vereador Juliano Lopes (PTC), e o ponto de encontro será no vertedouro da lagoa.

Em julho do ano de 2016, o Conjunto Arquitetônico da Pampulha foi tombado como Patrimônio Histórico da Humanidade (foto: arquivo PBH).

Foto: arquivo PBH.

Segundo a parlamentar, “os recentes acontecimentos envolvendo o rompimento das barragens de Mariana e Brumadinho reacendem um temor que envolve a nossa Belo Horizonte e nos remete à nossa história”. Aquino se refere a um rompimento da barragem da Lagoa da Pampulha em 20 de abril de 1954. Na época, segundo ela, fendeu-se a represa e uma torrente violenta causou grandes estragos, destruindo obras, arrasando casas e deixando muitas famílias desabrigadas.

Houve alagamento do Aeroporto da Pampulha, e a água da barragem atingiu a região do vale do Ribeirão do Onça, chegou ao Rio das Velhas, passou por Santa Luzia (na Região Metropolitana de Belo Horizonte), e seguiu em direção ao Rio São Francisco. Ainda segundo ela, a barragem é muito grande, feita sobre aterro, e a pressão da água é enorme, pois a estrutura contém 18 milhões de m³ de água.

Foram convidados: o subsecretário Municipal de Defesa Civil, Waldir Figueiredo; o secretário Municipal de Obras e Infraestrutura, Josué Costa Valadão; a coordenadora de Atendimento Regional Pampulha, Neusa Maria da Silva Oliveira Fonseca; e o superintendente de Desenvolvimento da Capital (Sudecap), Henrique de Castilho Marques de Sousa.

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