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AVC é a segunda maior causa de morte entre as mulheres brasileiras

Foto: EAD Skill.
Foto: EAD Skill.

Dormência na face, nos braços ou nas pernas; perda repentina da força muscular, visão ou memória; tontura, dores de cabeça e dificuldade súbita da fala. Tudo isso pode ser sinal de que a pessoa está sofrendo um Acidente Vascular Cerebral, também conhecido como derrame ou AVC. Segundo dados do Ministério da Saúde, divulgados em março deste ano, a enfermidade é a segunda maior causa de morte entre as mulheres brasileiras, ficando atrás somente do infarto. Com intuito de conscientizar a população sobre os riscos do derrame, a data 29 de outubro foi escolhida como Dia Mundial de Combate ao AVC.

De acordo com o médico clínico geral do Hospital Felício Rocho, Dr. Ângelo Pimenta, existem dois tipos de AVC, o isquêmico e o hemorrágico. “O AVC isquêmico é o mais comum, representa cerca de 80% dos casos. Nele, há falta de circulação do oxigênio no cérebro, provocando a obstrução de uma ou mais artérias”, explica.

Os dados do Ministério da Saúde apontaram que 73.920 mulheres morrem por ano em consequência do AVC. Estima-se que 30% das pessoas que sobreviveram ao ataque não conseguem se locomover sozinhas e que 70% delas ficaram com alguma sequela no corpo, como comprometimento dos movimentos, dificuldade na fala, déficit de memória, alteração da coordenação e do equilíbrio, lesões no tronco cerebral, entre outras.

“Os fatores de risco são os mesmos para homens e mulheres, entre eles, a idade, o tabagismo, colesterol alto e, principalmente, a negligência com a hipertensão arterial. Em muitos casos, a pessoa só descobre que tem hipertensão depois de sofrer um AVC”, afirma.

O ataque Hemorrágico representa a menor porcentagem dos casos. Cerca de 20%. É um sangramento cerebral que ocorre quando há o rompimento de uma artéria ou de vasos sanguíneos, provocado, também, pela hipertensão arterial, problemas na coagulação do sangue ou até traumatismos.

Além do tratamento específico em pacientes vítimas do derrame, o especialista salienta a importância da prevenção, independentemente da pessoa ter sofrido um AVC ou não. Algumas das principais recomendações são o controle da pressão arterial, não fumar, manter uma rotina de exercícios físicos e dieta equilibrada com baixa quantidade de açúcar, gordura, sal e bebidas alcoólicas. “É importante a pessoa estar sempre atenta a mudanças em suas funções motoras. Se ela notar que está apresentando algum dos sintomas do AVC, o atendimento médico deve ser procurado em até três horas. Isso diminuirá muito a probabilidade dela apresentar sequelas depois do ataque”, pontua Dr. Ângelo.

Ícaro Ambrósio
Vou vivendo como sou e vou sendo como posso: jornalista e diretor do site O Contorno de BH.

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