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A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o coronavírus como pandemia mundial. De acordo com o Secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Carlos Eduardo Amaral Pereira da Silva, embora Minas já tenha o primeiro caso confirmado de coronavírus, não haverá grandes mudanças nas condutas adotadas pela SES-MG e que já se encontram em andamento desde janeiro.

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“Não é de se esperar que num curto espaço de tempo, como em uma ou duas semanas, por exemplo, ocorra um aumento significativo no número de casos confirmados. Por isso, nossa preocupação maior é com um possível aumento no número de casos durante o inverno. Dessa forma, existe uma janela de oportunidades para que possamos, durante este período, editar o Decreto de Emergência em Saúde Pública, o que nos ajudará a agilizar processos de compra de leitos, medicamentos, ventiladores, monitores, contratação de pessoal, entre outras medidas”, explica o secretário de Estado de Saúde.

Minas Gerais apresenta, até o momento, 161 casos em investigação de COVID-19. Desses, um caso foi confirmado e 28 descartados. O primeiro caso confirmado refere-se a uma paciente do sexo feminino, 47 anos, residente no município de Divinópolis, com histórico de viagem para Itália em 20/02/2020 e com retorno ao Brasil em 02/03/2020. O início de sintomas, como coriza, mialgia e sensação de mal-estar, deu-se em 05/03/2020.

A SES-MG foi comunicada pelo Laboratório Hermes Pardini sobre o exame da paciente na última sexta-feira, 06/03. A coleta para análise foi realizada em domicílio, ainda na quinta-feira e a análise finalizada no dia seguinte. O material foi encaminhado para a Fiocruz que homologou o resultado no domingo, dia 08/03. A paciente encontra-se em isolamento domiciliar.

Embora a paciente estivesse assintomática durante o voo e dificilmente transmitisse a doença, de acordo com Dario Brock Ramalho, todas as pessoas que estiveram no mesmo voo que a paciente serão devidamente acompanhadas, caso apresentem algum sintoma. Já a família da paciente está em isolamento voluntário.

Casos suspeitos
Pessoas vindas de países com casos confirmados e que apresentem nos últimos 14 dias febre e sintomas respiratórios podem ser considerados suspeitos. O subsecretário de Vigilância em Saúde reforça que, “a partir da notificação, já ocorre o isolamento do paciente. Posteriormente, conforme os protocolos do Ministério da Saúde, o caso poderá vir a ser classificado como suspeito”.

Prevenção
O Ministério da Saúde orienta cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o coronavírus. Entre as medidas estão lavar constantemente as mãos, sobretudo após uso de transporte público e contato com pessoas em locais de aglomeração pública, evitar levar as mãos ao nariz e aos olhos, cobrir a boca e o nariz ao espirrar.

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