Foto: CBMG/reprodução/Facebook

 

Desde que a barragem da Vale rompeu em Brumadinho, em 25 de janeiro de 2019, o Corpo de Bombeiro de Minas Gerais tem feito um verdadeiro trabalho heroico no resgate as vítimas da tragédia. Porém, mesmo depois de  421 dias de atividade e mais de 270 vítimas encontradas.

O motivo é o alastramento do novo coronavírus pelo país, inclusive pela região de Brumadinho. A interrupção vem após o decreto de Situação de Emergência em Saúde assinado pelo governador Romeu Zema. Em todo o município, até hoje, tem 24 casos suspeitos do Covid-19, sendo um em estado grave. Ainda não há confirmações.

A suspensão das atividades acontece após os bombeiros vasculharem mais de 90% da área atingida pela lama que vazou da barragem. 11 pessoas continuam desaparecidas. Porém, o coronel Edgard Estevo da Silva, comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, acredita que essa pausa será breve e os bombeiros retomarão logo sua tarefa.

“Entendemos que essa pausa provocada pelo coronavírus é passageira, e que em breve, nosso compromisso que permanece inalterado para com as famílias das 11 vítimas que ainda estão desaparecidas, em virtude do rompimento da barragem em Brumadinho, seguirá adiante. Não podemos enterrar nossas esperanças junto com as adversidades que nos são impostas. Foram 421 dias de luta e suor que provocaram no Corpo de Bombeiros um sentimento de ter feito o melhor que podíamos, por conseguir oferecer uma resposta há pelo menos 270 famílias. Mas a missão não está concluída e nossa motivação tem nome. São 11 joias que nos ajudam a permanecer firmes no propósito de uma resposta mais digna às famílias que sofreram uma abrupta separação”, disse o coronel em entrevista ao Jornal Estado de Minas.

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