Casos de contaminação alimentar são muito comuns hoje em dia. E esta contaminação pode vir de onde menos se espera e pelo mais inusitado motivo. Recentemente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a distribuição e venda em de lote de extrato de tomate da marca Heinz, em Minas Gerais, porque foi encontrado pelo de roedor em amostras do produto.

Alvo de polêmicas nos últimos dias, a marca Heinz teve de retirar um lote inteiro do mercado.

Alvo de polêmicas nos últimos dias, a marca Heinz teve de retirar um lote inteiro do mercado. / Crédito: Heinz/divulgação.

Para evitar essa situação, que pode causar danos letais a saúde, existem equipamentos que colaboram para a inspeção e detecção de alimentos infectados, a fim de preservar a marca e a integridade de empresas alimentícias que podem ser desqualificadas por este malefício.

Para falar sobre as tecnologias aplicadas ao processo de fabricação e distribuição de alimentos, Delson Ferraz, executivo da Thermo Fisher, empresa especializada em sistemas de raios-x, explica sobre uma tecnologia de radiografia que pode evistar esse problema. “O sistema de inspeção de raio-x NextGuard C330,  permite a detecção de uma grande variedade de objetos estranhos, contaminação e inspeção de qualidade em produtos embalados. Além disso, o aparelho também é ideal para localizar objetos densos ou pontiagudos, além de detectar erros, como nível de enchimento em recipientes ou produto faltante, fora de lugar, quebrado ou deformado”, comenta.

Porém, para otimizar a produção e ter esse adicional, é preciso pôr fundo a mão no bolso. O custo-benefício dos equipamentos avançados de inspeção de raio-x na indústria alimentícia são vantajosos, mas não custam baratos. Esses equipamentos estão sendo usados ​​para impulsionar a produtividade das técnicas de inspeção dos produtos alimentícios.

 

O caso Heinz

O lote no qual foram encontrados pelos de rato é da resolução é o L06, com validade até 01/04/2017. O produto é fabricado pela Heinz Brasil S.A, localizada em Nerópolis (GO). A Fundação Ezequiel Dias, de Belo Horizonte, publicou um laudo que detectou “matéria estranha indicativa de risco à saúde humana” acima do limite máximo de tolerância pela legislação.

Após a polêmica, a Heinz publicou a seguinte nota:

“A Kraft Heinz Brasil informa que o caso se trata de notificação realizada em julho de 2015 pela Gerência Colegiada da Superintendência de Vigilância Sanitária de Minas Gerais, acerca de lote encontrado somente nessa região. Na ocasião a empresa recolheu as embalagens disponíveis no comércio do lote 06, validade 4/2017, de extrato de tomate da marca, não havendo qualquer contraindicação ao consumo dos lotes presentes nos mercados hoje. Em 14 junho deste ano, o processo foi dado como encerrado pela ANVISA, com a publicação no Diário Oficial da União.

A companhia declara que adota rigoroso controle de qualidade em todas as etapas da produção, desde a escolha de fornecedores, processo produtivo e distribuição final dos seus produtos. Internamente ainda possui diversos mecanismos que avaliam de forma constante suas boas práticas de fabricação dentro de um Sistema de Gestão da Qualidade próprio. A Kraft Heinz Brasil reafirma seu total respeito, transparência e compromisso com o consumidor, com o foco constante na máxima qualidade de seus produtos, comprovada e reconhecida em todo o mundo”.