O primeiro semestre de 2016 apresentou uma queda de cerca de 10% no número de transplantes, na comparação do mesmo período do ano passado. Em Minas Gerais, de acordo com a Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig), este ano foram 932 transplantes contra 1 mil e45 entre janeiro e junho de 2015.

Não há uma uma explicação lógica que  justifique essa redução, mas o Diretor Omar Lopes Cançado Junior tem um palpite. “Aumento da taxa de recusa familiar por desconhecimento do diagnóstico da morte encefálica, que ainda é confundida com coma. Da morte encefálica, as pessoas não voltam”, comenta. Segundo ele,outro medo dos familiares é que ocorra mutilação do corpo prejudicando o velório. Motivo dado devida a falta de informação, já que os hospitais autorizados a realizar os procedimentos tem a obrigação de recuperar o corpo do doador após a retirada.

Independente da baixa, as filas de pessoas que precisam de um transplante não para de crescer. Apenas em Minas Gerais, cerca de 3 mil pessoas aguardam na fila por um orgão novo.

 

Seja um doador
Não é difícil ser um doador. Quem autoriza a doação de órgãos é a família, por isso é necessário manifestar o desejo aos familiares. Após a morte encefálica, com a autorização dos familiares, órgãos e tecidos podem ser retirados e direcionados para salvar a vida de alguém. Também existe a doação em vida, quando a pessoa doa um órgão duplo ou uma parte de algum órgão de fácil regeneração. Para dúvidas, basta entrar em contado com a Fhemig pelo site ou pelo telefone 0800-283-7183.

Poster de incentivo a doação de órgãos a Fhemig. (Foto: site Fhemig).

Poster de incentivo a doação de órgãos da Fhemig. (Foto: site Fhemig).