Eberton Pereira trabalha no teatro Cine Horto há mais de 8 anos e participou de centenas de eventos no estabelecimento. Dentre suas histórias, destaca um caso sobrenatural que ninguém conseguiu entender: o fantasma que foi ver um Festival.

Faixada do Cine Horto, na Rua Pitangui, bairro Horto, região Leste de Belo Horizonte. (Foto: divulgação).

Faixada do Cine Horto, na Rua Pitangui, bairro Horto, região Leste de Belo Horizonte. (Foto: divulgação).

Foi em 2010, durante o Festival de Cenas Curtas. Um senhor vestido de branco estava dentro do teatro, mas ninguém o viu entrar, tampouco sair. “Nós vimos entrar o público todo e uma pessoa branca, vestida toda de branco sentado na arquibancada do lado esquerdo. Eu me indaguei. Não vi essa pessoa passando. Até achei estranho, estava com sobretudo, bota branca, tudo branco, tudinho. Aí eu falei com o técnico que estava comigo: ‘Você viu essa pessoa passando?’ Ele respondeu: ‘Não vi’. Quando acabou o espetáculo e eu fiquei esperando se essa pessoa ia passar perto de mim e simplesmente não saiu do teatro”, conta Eberton.

Além de Eberton, duas pessoas outras da área técnica procuraram o homem vestido de branco, mas não a encontraram. Suas características eram as mesmas descritas pelos três. Tinha mais ou menos 1,70 de altura, loiro e usava apenas roupas brancas.

Sem entender como o senhor entrou no teatro, Eberton passou as descrições para algumas pessoas que frequentavam o teatro, mas ninguém conseguiu saber quem era a figura do senhor. Pouco tempo depois chegaram a conclusão que as características do senhor se assemelhavam com a foto do filho já falecido da dona do local.

A foto do senhor fica na parede do teatro, num local onde todos tem acesso. Depois de ver a foto, o porteiro não teve dúvidas de que o senhor vestido de branco que ele havia visto sentado na cadeira do Cine era o filho da dona do teatro. O rapaz já havia morrido há mais de quarenta anos.

O porteiro ainda contou ter visto outros fenômenos sobrenaturais no Cine Horto. Barulho de correntes arrastando, e vozes chamando seu nome são alguns dos exemplos atorduantes. Eberton define o local como “meio assombrado”, mas deixa bem claro que não tenho medo de trabalhar lá.

Eberton não permitiu que tirássemos uma foto sua, mas sua história estará para sempre guardada no Contorno de BH.