Um estudo realizado pela Fundação Abrinq apontou que 60% das mortes de crianças de até 05 anos poderiam ter sido evitadas, em Belo Horizonte. São 220 casos registrados de vidas que poderiam ser salvas caso as vítimas tenham recebido o diagnóstico correto e tratamento adequado.

E olha que BH tem um dos menores índices. Somos apenas a 23ª capital no ranking nacional. No entanto, o número ainda é preocupante, segundo a Gerente Executiva da fundação, Heloísa Oliveira. “É natural que a gente tenha que conviver com mortes inevitáveis, que vão acontecer independentemente da nossa ação. Mas, no caso das mortes evitáveis, qualquer número diferente de zero deve ser motivo de cuidado por parte do poder público”, afirmou.

Para identificar as mortes evitáveis são os seguintes critérios: Mortes provocadas, por exemplo, por problemas nutricionais ou infecções da mãe, que poderiam ser identificados durante a gestação, são consideradas evitáveis. De acordo com Heloísa, para solucionar o problema, é necessário que Estados e municípios criem políticas públicas que assegurem atendimento à mulher e à criança. “Se existir um sistema que garanta um numero mínimo de consultas e exames, que a mãe receba todo o cuidado necessário ao ter o bebê e que ele seja acompanhado por uma equipe de assistência à saúde, não vai haver mortes evitáveis”, afirmou Heloísa.