As autoridades de Belo Horizonte parecem finalmente ter voltados seus olhares para o problema dos carrapatos estrela, causadores da febre maculosa e hospedeiros das capivaras e cavalos que habitam os arredores da Lagoa da Pampulha.

Imagem do carrapato estrela, o grande vilão de toda essa história.

Imagem do carrapato estrela, o grande vilão de toda essa história.

O alerta surgiu após a confirmação da morte de um garoto de 10 anos por febre maculosa, na terça-feira dia 12 de setembro. A criança teria visitado o Parque Ecológico da Pampulha durante um final de semana de lazer. Dada essa visita, as suspeitas são de que a menino tivesse adquirido a doença durante sua passagem pelo local.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o garoto apresentou manchas no corpo (petéquias), cefaleia (dor de cabeça intensa), icterícia (coloração amarelada da pele), febre, mialgia (dor intensa), dor abdominal. O período de incubação da febre maculosa é de 2 a 14 dias, o que coincide com a data de apresentação dos sintomas pelo menino.

“Do ponto de vista da vigilância acarológica, está sendo revistado todo o local para verificar onde pode haver infestação maior e a presença do carrapato-estrela”, explica gerente de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde, Maria Tereza da Costa Oliveira. “Já foi feita em abril e está sendo verificado dentro do parque se precisa isolar (alguma região) ou não”, diz, descartando a possibilidade de fechamento total do Parque Ecológico da Pampulha no momento.

Maria Tereza da Costa Oliveira também informou que uma das maiores preocupações no momento é alertar a população sobre os cuidados ao realizar passeios em áreas verdes, tanto em BH quanto em outras regiões do estado. Quanto as capivaras, até o momento não há uma medida aprovada pela PBH que solucione a situação.