Belo-horizontino não precisa de muita coisa para festejar. Um pouquinho de água, música e um domingo a noite já é suficiente para a felicidade. E essa alegria não escolhe lugar: pode ser até mesmo na praça pública.

Foi na ”Praia da Estação” que tudo aconteceu, dia 24 de setembro, o primeiro final de semana da primavera. Belo Horizonte havia enfrentado 03 semanas de calor e sol forte. Neste dia houveram algumas pancadas de chuva, mas nada suficiente para afastar a sensação de quentura. Mesmo assim, o povo foi a Praça da Estação para curtir até que os chafarizes foram ligados e que seria uma reunião para refrescar acabou virando um verão em Guarapari.

Tudo foi instantâneo, não foram necessários nem 05 minutos. A água subiu e os participantes correram para sentir os gêisers do ambiente. Do lado esquerdo o Museu das Artes e Ofícios, que já foi sede do poder executivo de Minas Gerais, do lado direito uma pequena bateria, que lembrava hits da música popular brasileira e embalava os praieiros.

Este vídeo mostra um pouco sobre como foi o evento.

Quem não sambava ou se molhava, acabava bebendo. Nos arredores da Praça também acontecia a ”Masteplano”, um evento conceitual que tem como proposta de liberdade de expressão. Outro evento na Praça neste mesmo dia foi a “Não Escolhi Mas Estou Esperando”, que serviu de pretexto para jovens procurarem por sua alma gêmea e alguns amassos.

Sobre as formas de lazer é bom ressaltar que os ambientes a céu aberto tem cada vez mais caído no gosto dos moradores de BH e Região. De certo modo, o tradicional boêmio abriu mão de frequentar os botecos da cidade e tem migrado para festas, festivais e reuniões ao ar livre.  A Praça da Estação é apenas um dos locais favoritos deste público.

Acontece que essa nova proposta é mais cômoda e cabe melhor no bolso. As baladas e os bares tradicionais forçam o consumidor a gastar, coisa que não acontece nos eventos livres. Fora o fato que as bebidas e comidas podem sair bem mais em conta nesta segunda opção. Acima de qualquer necessidade, o que de fato conta é o bem-estar do indivíduo – tal como a vontade estavam ao aproveitar o chafariz.