29 dias. Este é o tempo que dura a greve dos bancários, que acabou se tornando a mais extensa de toda a história. Ao todo, no Brasil, são 13.245 agências e 29 centros administrativos fechados, segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).

Segundo o sindicato, o número representa uma adesão de 56% da categoria. Entre as exigências da categoria está a reposição da inflação do período mais 5% de aumento real,  a valorização do piso salarial -no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$ 3.940,24 em junho) , PLR de três salários mais R$ 8.317,90, além de outras reivindicações, como melhores condições de trabalho.

Na quarta-feira passada, os bancários se reuniram com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), mas o encontro terminou sem acordo, e os grevistas decidiram manter a paralisação. A categoria já havia rejeitado a primeira proposta da Fenaban – de reajuste de 6,5% sobre os salários, a PLR e os auxílios refeição, alimentação, creche, e abono de R$ 3 mil. A proposta seguinte, também rejeitada, foi de reajuste de 7% no salário, PLR e nos auxílios refeição, alimentação, creche, além de abono de R$ 3,3 mil.