Parece um termo complicado, mas o diastema é algo bem simples de entender. Nada mais é do que um espaçamento entre dois ou mais dentes que, habitualmente, é observado entre os dois incisivos centrais superiores. Comum entre as crianças, o diastema, teoricamente, deveria fechar-se sozinho assim que nascem os dentes permanentes. Entretanto, em alguns casos, não é isso que acontece.

Diversos são os fatores que podem influenciar o não fechamento deste espaçamento como: o tamanho dos dentes, a falta deles, o alinhamento bucal e até o distanciamento entre o próprio osso. Todavia, na maioria dos casos, ele é causado por uma anomalia no tamanho do freio labial – tecido que liga o lábio à gengiva. Isso ocorre porque este tecido, eventualmente, recua de forma errada e influencia a erupção dos dentes frontais superiores permanentes.

A questão que, na maioria das vezes é mais estética que saúde, pode ser tratada, ou não, dependendo de cada caso. “A maioria das pessoas que têm diastema prefere tratar, pois a estética incomoda. No entanto, não é somente a aparência que deve preocupar os pacientes. O diastema facilita a retenção de alimentos e resíduos, podendo desencadear outros problemas, como inflamação na gengiva, cáries ou mau hálito”, conta Dr. Paulo Coelho Andrade, especialista em implantodontia e odontologia estética.

O profissional ainda conta que, em casos mais graves, o problema é capaz de gerar grande perda gengival e óssea, podendo levar a problemas mais sérios como doença periodontal, perda de dentes e até complicações sistêmicas. O diastema ainda pode causar problemas na fala ou até uma DTM – disfunção temporomandibular. “Se o espaçamento está entre os dentes molares – dentes do fundo da boca – a mastigação pode ser comprometida através de uma sobrecarga nos dentes que ficam do outro lado da cavidade bucal. Isso pode causar dores na cabeça, pescoço, mandíbula, entre outros”.

Devido a estes problemas que podem vir a ocorrer, normalmente os dentistas recomendam a correção do problema através de diversos tratamentos, que variam de acordo com o diagnóstico e com a preferência do paciente. Em crianças, o corte da anomalia no freio labial corrige o problema. Já em adolescentes e adultos, o ideal é a utilização de aparelhos ortodônticos, uso de próteses de porcelana (facetas) ou a substituição dos dentes por implantes (somente em adultos).

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