Os dados do Ministério da Saúde apontam que adolescentes de 12 a 17 anos, 33% apresentam sobrepeso e, destes, 8% são obesos. A questão vai muito além do aspecto físico, possibilitando o desenvolvimento de problemas de saúde sérios, como colesterol alto, diabetes e hipertensão arterial.

O gráfico mostra os números da obesidade entre os jovens até 2009 (foto: IBGE).

O gráfico mostra os números da obesidade entre os jovens até 2009 (foto: IBGE).

Segundo o cirurgião bariátrico, Leonardo Salles de Almeida, é cada vez maior o número de adolescentes, que juntamente com a sua família, procuram um especialista para saber qual a melhor forma de combater a obesidade na adolescência. A maioria dos adolescentes consultados pelo cirurgião, com idade a partir de 12 anos, optam por diversos métodos de emagrecimento, dentre eles o Balão Intragástrico, que por ser um método eficaz e não cirúrgico é indicado para pacientes com Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 27.

“Além de estarem acima do peso, os adolescentes obesos sofrem bullying nas escolas e esse é um dos fatores que faz com que eles nos procurem para emagrecer”, comenta Leonardo Salles, diz ainda que “Embora adultos tenham bom senso de convivência, adolescentes são cruéis entre si podendo causar grandes traumas ao paciente obeso”. Ele complementa dizendo que diferente do adulto, se recomenda ao adolescente, que antes da decisão pelo balão intragástrico, ele faça como primeira alternativa o tratamento nutricional, psicológico e psiquiátrico no Instituo Mineiro de Obesidade.

De acordo com o cirurgião bariátrico, ainda que possamos utilizar procedimentos, como o balão ou mesmo as cirurgias para criar uma janela terapêutica, ou seja, um emagrecimento “forçado”, devemos aproveitar para tratar a causa do problema. “Uma coisa é tratar o peso, outra completamente diferente é tratar a obesidade, para isso não basta emagrecer, precisamos tratar o que causa o ganho de peso. Temos hoje, no Instituto Mineiro de Obesidade, uma equipe diferenciada para o tratamento de reeducação alimentar, psicoterapia e ferramentas de monitoração para acompanhar nossos pacientes”, finaliza Dr. Leonardo Salles.