É na cidade de Sabará que se passa a história a seguir. Conheçam Dayse Ferreira, mulher, esposa, mãe de 02 filhas e vítima da sirigomielia, uma doença crônica rara causada pela formação de cavidades nos arredores da medula espinha e por distúrbios nervosos.

Dayse poderia ser uma mulher comum como todas as outras. Mas a doença atrofia os seus músculos e prejudicam a sua locomoção, além de causar fraqueza e dores. Os sintomas do quadro de Dayse começaram a surgir próximo aos seus 30 anos. De lá para cá, muita coisa mudou na sua vida.

Após o diagnóstico, Dayse recebeu a notícia de que somente a cirurgia pode controlar seu quadro e, quem sabe, devolver a sua vida de antes. Para a siringomielia não existe medicamento eficaz ou tratamento adicional que pode colaborar. O motivo é a localização do problema. Ao lado da medula, qualquer que seja o procedimento pode danificar ainda mais seu mecanismo nervo, ao invés de corrigir-lo.

Esta é Dayse Ferreira, a guerreia Dayse (foto: reprodução/ facebook).

Esta é Dayse Ferreira, a guerreia Dayse (foto: reprodução/ facebook).

A outra parte do problema começa quando se considera a possibilidade da cirurgia. No Brasil não existe nheum profissional capacitado para realizar o procedimento. A forma de tratamento mais eficaz é feita na cidade de Barcelona, na Espanha.  O que agrava ainda mais o tratamento é o custo para arcar com todas as despesas da viagem.

Em julho, Dayse fez um orçamento para custear a viagem e chegou ao valor de R$ 100 mil podendo variar de acordo com o preço da moeda europeia, o Euro. Vendo a impossibilidade de arcar com as despesas sozinha, a mulher protocolou um pedido na justiça, almejando solucionar sua situação. Uma pena o pedido ter sido negado.

No desespero de ver seu quadro clínico piorar, Dayse agendou sua cirurgia para o dia 16 de dezembro de 2016. Desde então, sua vida se transformou em uma corrida contra o relógio para arrecadar este dinheiro e finalmente ir a Espanha para realizar a cirurgia.

E a nossa personagem não fica parada não. Com o apoio da família, a paciente realiza eventos, bazares, almoços, rifas e bingos para levantar o montante necessário.  Mesmo com tanto esmero, as contas não batem. Foi então do desespero que surgiu a ideia de apelar para internautas.

Há menos de um mês do grande dia, ao lado dos amigos, Dayse recorreu a uma campanhas via internet tentar chegar ao patamar desejado.  Aqui, O Contorno de BH entra nessa história. Somos solidários a causa desta guerreira e torcemos para que ela consiga alcançar seu objetivo: a cura. Para isso, pedimos a sua colaboração.

Existem várias formas de ajudar. A primeira pode ser um depósito na conta pessoal de Dayse, a qual segue abaixo. No Facebook, há uma página especial para diálogo com a paciente e também para se inteirar com assunto. Para acessar, basta clicar nesse link. Qualquer dúvida ou pergunta pode ser feita pela página.

Conta da Dayse A. Ferreira.
Banco: Caixa econômica
Conta: 13990-3
Agência: 1742
Operação: 013

 

Mais sobre a Sirigomielia

A imagem mostra um exemplo de como é (foto: reprodução).

A imagem mostra um exemplo de como é a formação das cavidades (foto: reprodução).

A sirigomielia é uma doença identificada quando a espinha dorsal é danificada lenta e progressivamente pela formação de cavidades (cistos ou siringes) que são preenchidas por fluidos. O sistema nervoso é substituído por tecido cicatricial. As cavidades na coluna podem começar a estender por uma parte considerável da coluna vertebral. Os sintomas geralmente começam ao redor dos trinta anos, e variam, dependendo dos pontos afetados. Apesar de ser congênita na maioria dos casos, pode haver outros processos como processos inflamatórios, tumores ou traumatismos que causam a siringomielia. Em geral, a siringomielia é acompanhada por perturbações sensoriais e motoras. Entre os primeiros sintomas são fraqueza e atrofia dos músculos das extremidades superiores. Também pode haver dor no antebraço e sensações de queimação.

 

 

 

*Créditos do texto para a Jornalista Bruna Rayane.