Se para os homens o processo de ficar careca incomoda, o que dizer nas mulheres? Sim, infelizmente a alopecia (calvície) aparece também nas mulheres. Mas será que é possível curar ou reverter o processo de perda de cabelos? Esse é um dos estudos da Tricologia, ramo da ciência que estuda cabelos, pelos e os problemas relacionados a eles. Esta área recebe cada vez mais atenção de profissionais ligados à saúde e estética e reúne atualmente várias especialidades, como biomédicos, cosmetólogos, esteticistas, farmacêuticos, nutricionistas e médicos, que se unem para tratamentos eficazes e resultados cada vez melhores.

No geral, 30% dos homens em sua quarta década têm AAG, 40% na quinta década, e assim por diante, até 80% serem afetados quando têm 80 anos ou mais. Sugere-se que a AAG esteja presente na população feminina em uma taxa entre 20% e 40%.

Em homens, a AAG é caracterizada clinicamente pela rarefação simétrica de cabelos em couro cabeludo frontal (entradas) e coroa. Em mulheres, costuma apresentar-se de uma forma diferente da que acontece nos homens, mais como uma rarefação difusa dos cabelos no topo da cabeça de tal forma que é possível enxergar o couro cabeludo. Vários mecanismos são propostos para explicar a AAG; acredita-se que suas causas possam ser de origem genética e hormonal.

Quando o tratamento é iniciado precocemente, aumentam-se as chances de um melhor resultado (foto: divulgação).

Quando o tratamento é iniciado precocemente, aumentam-se as chances de um melhor resultado (foto: divulgação).

“Para o melhor diagnóstico da calvície e para se tentar estabelecer uma causa, é necessária uma história detalhada da vida do paciente, um exame físico completo e uma investigação laboratorial minuciosa”, diz a médica dermatologista especialista em tricologia da Clínica Speciale, Flávia Freitas. A alopecia androgenética (AAG), conhecida como calvície, afeta entre 50% e 80% dos homens caucasianos.

A profissional enfatiza que o primeiro passo é procurar um especialista, que fará a tricoscopia – exame que avalia com ajuda de aparelhos o couro cabeludo e o aspecto dos fios – para um diagnóstico correto e para definição do tratamento em cada caso.  “Os tratamentos variam de acordo com cada caso e podem ser tópicos (soluções capilares) ou orais. Eles podem ser associados a tratamentos com LED, Intradermoterapia Capilar (tratamentos injetáveis) ou microagulhamento para potencializar os resultados”, explica Flávia.

Quando procurar o médico
A calvície está principalmente relacionada a fatores genéticos e é potencialmente reversível, desde que a paciente procure a ajuda de um dermatologista (tricologista) logo que notar o afinamento e a rarefação dos fios. “Os cabelos, assim como todo o organismo, têm um ciclo de vida. Com isso, é normal que caiam cerca de 50 a 120 fios por dia, que são naturalmente repostos. No caso da calvície feminina, de modo geral, a paciente não nota a queda acentuada no dia-dia, mas percebe a rarefação. Em casos de queda acentuada, devemos investigar outras patologias e causas”, conta a dermatologista Flávia Freitas.