O Hospital da Baleia anunciou um corte de 47% dos seus leitos para o ano de 2017. O principal motivo da redução é endividamento da Instituição que acumula R$ 58 milhões, sendo R$ 45 milhões para bancos e R$ 13 milhões para os seus fornecedores.

Em nota, o Hospital informou que “para não interromper o tratamento a milhares de mineiros, ao longo dos anos, o Hospital da Baleia acumulou vários empréstimos bancários, que hoje o colocam em situação muito preocupante. Apenas para honrar as amortizações e juros da dívida, a instituição compromete cerca de R$ 16 milhões por ano, o que corresponde a 22% do seu faturamento.  Hoje, o Baleia chegou à sua capacidade máxima de endividamento“.

A culpa do endividamento foi atribuída à crise financeira do Brasil, que afetou diversos setores da economia do país, incluindo a saúde. Para que não se perca a qualidade assistencial, o Hospital da Baleia decidiu readequar seu atendimento, com vistas à sustentabilidade financeira, se especializando nos serviços relacionados à alta complexidade.

Esses serviços são: Oncologia, adulta e pediátrica (quimioterapia, radioterapia, serviços ambulatoriais, cirúrgicos, internações e CTIs); Nefrologia, adulta e pediátrica (hemodiálise, serviços ambulatoriais, cirúrgicos, internações e CTIs); CENTRARE – Centro de Tratamento de Fissuras Labiopalatais e Deformidades Craniofaciais (serviços ambulatoriais, cirúrgicos, internações e CTIs).

Junto do esclarecimento veio uma manifestação de insatisfação relacionado aos serviços do SUS. “O sistema é subfinanciado e os valores pagos pelos procedimentos não cobrem os custos reais, razão do enorme déficit operacional do Hospital da Baleia. Não há reajuste das tabelas há mais de 15 anos e, soma-se a isso, a insuficiência de incentivos por parte do poder público aos serviços em que o Baleia é referência no estado, como a Pediatria, além da morosidade dos repasses do SUS, que chega a 60 dias“, reagiu em nota por meio da assessoria de imprensa.