Referência em Belo Horizonte como reduto da arte contemporânea produzida aqui e fora do território mineiro, a dotART galeria (rua Bernardo Guimarães, 911, Funcionários) apresenta balanço positivo de 2016. Com quase 40 anos de atividades ininterruptas, a galeria – frequentemente visitada por arquitetos à procura de obras de decoração – neste ano abriu suas portas também para a movimentação artística. Com isso, o espaço reuniu obras de 15 artistas em exposições e bate-papo com o púbico que proporcionaram o movimento de mais de 1200 pessoas ao longo do ano.

A primeira exposição do ano, inaugurada no dia 1º de abril, contou com importantes artistas do cenário mineiro e nacional. O estilista Ronaldo Fraga, renomado artista mineiro, inaugurou a Sala Pensando com a mostra “Falando de amor hoje” , que reuniu imagens de sua coleção de inverno e que trouxe o amor como temática/argumentação para sua criação. Ao lado dos trabalhos de Ronaldo, José Damasceno apresentou suas obras em “É pura épura”, em que o artista de renome internacional explorou as diferenças entre o “ver” e o “enxergar” por meio de peças geográficas. Na mesma data, a galeria também recebeu obras do artista Victor Arruda em sua exposição “Caleidoscópio”.

Em 17 agosto, foi a vez de a dotART galeria receber os trabalhos dos artistas Alvaro Seixas, Marina Saleme, Daniel Lannes e Roberto Freitas. O primeiro apresentou a exposição “O artista que queria ser rei”, em que expôs uma produção de desenhos, trabalho paralelo às pinturas. Já Marina Saleme levou a exposição individual “Purple Clouds e Outras Nuvens”, em que reuniu obras inéditas e tradicionais. Os trabalhos de Daniel Lannes,  em “Tristes Trópicos”, inspirados em Claude Lévi-Straus,  foram compostos por pinturas em diversas dimensões. Já Roberto Freire ficou em cartaz na galeria com a exposição “Hiato Velado ou Poema no Meio” na qual expôs desenhos, pinturas e esculturas.

Ainda em agosto, a dotART inaugurou um importante espaço de fomento à cultura, a CASA dotART (Rua São Paulo, 249, Centro). Em parceria com a revista “Ernesto”, a casa recebeu em 20 de agosto exposições de Roberto Freitas e Alvaro Seixas, além da mostra de vídeos do panamense Jhafis Quintero.

Em outubro, a dotART galeria recebeu três exposições dos artistas brasileiros Pedro Varela e Cássio Vasconcelos e da cubana Ana Mendieta. Cássio Vasconcellos apresentou a mostra individual “Viagem Pitoresca pelo Brasil”, onde realizou um ensaio inspirado nos pintores, desenhistas e gravuristas europeus que vieram retratar o Brasil no início do século XIX. Já Pedro Varela apresentou, em sua mostra individual, um conjunto de pinturas e uma instalação feita com vinil adesivo. A sala Pensando foi ocupada pelos trabalhos de Ana Mendieta, com os vídeos Alma Silueta en Fuego e Flowers on Body.

Encerrando a programação deste ano, a dotART galeria está em cartaz, desde novembro, com as mostras individuais “Crônicas”, do artista Marcos Chaves, “Panorama El Viajero”, de Bruno Faria e “I Do Not Know What It Is I Am Like”, do artista norte-americano Bill Viola, ocupada na sala Pensando. As exposições ficam em cartaz até 3 de março de 2017.

Além das exposições, a dotART galeria também abriu espaço para atividades interativas com o público. No dia 11 de junho, foi realizado o “Voar fora da asa”, bate papo com o artista Victor Arruda, com a psiquiatra Cristina Vaz, com a doutora Libéria Neves (UFMG) e com o psiquiatra Raimundo Jorge Mourão.  No mesmo sentido, foi realizado no dia 9 de novembro um bate papo com o colecionador e fotógrafo carioca Joaquim Paiva, dono de uma das maiores coleções privadas de fotografia no Brasil.

Com o objetivo de dar espaço para os vários tipos de manifestação artística produzidos em Minas Gerais, a dotART galeria abrirá ainda mais espaço para autores mineiros. Ao longo de todo o ano, a galeria, que pretende se manter como importante instrumento da promoção cultural, apresentará ao público trabalhos de mineiros de renome e independentes.