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Foto: reprodução/PMMG

Imagine um jovem que, após saber de sua aprovação em concurso da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), pede demissão de uma multinacional em Brasília (DF), aluga apartamento em Belo Horizonte e vem com mulher e filha para fazer o Curso de Formação de Soldados (QPPM). Ao chegar para cumprir essa etapa do concurso, marcada para fevereiro deste ano, esse cidadão que sonha ser policial é surpreendido com o anúncio do Governo do Estado de que o curso foi adiado para 2020.

Segundo o site da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), geguoi exatamente o que aconteceu com Lucas Honório Fernandes, aprovado no concurso da PM para provimento de 1.500 cargos de soldados na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) e no interior do Estado, iniciado em 2018. O governador Romeu Zema (Novo) suspendeu o andamento do processo alegando que o Estado vive uma crise fiscal e, portanto, não pode admitir novos servidores este ano.

Lucas Fernandes apresentou seu relato, que é semelhante ao de muitos aprovados que participaram da audiência pública da Comissão de Segurança Pública da ALMG. “Quando soube do adiamento do curso de formação, entrei em desespero. Eu e minha mulher estamos desempregados. E agora tenho que pagar esse aluguel, porque, se eu cancelar o contrato, vou pagar multa”, afirmou Lucas. O aprovado lembra do esforço para passar no concurso: “Eu trabalhava o dia todo e, depois de chegar em casa, estudava até de madrugada. Por seis meses fiz isso até chegar a prova”.

Foto: reprodução/TV Câmara.

Marco Túlio Dornelas dando o seu depoimento Comissão de Segurança Pública da ALMG (foto: reprodução/TV Câmara).

Outro aprovado, Marco Túlio Dornelas, lembrou que os concursados geralmente se antecipam porque a PM exige vários documentos como certidões a cada nova etapa. E se o interessado não se antecipar, corre o risco de perder prazos de entrega e ser eliminado. “Tem gente de São Paulo, Espírito Santo, Goiás que saiu do emprego e alugou imóvel. Aí descobre que está desempregado”, lamentou.

Todos os deputados presentes se solidarizaram com o movimento dos aprovados. Sargento Rodrigues registrou que, além do adiamento, o governo passou a exigir novos exames de saúde, psicológico e toxicológico, entre outros. Ele destacou que não só os aprovados, mas também o Estado sofre prejuízo com esse adiamento.

“Temos na PM 39 mil homens na ativa, sendo que o efetivo adequado seria de 51 mil. Com a proposta de reforma da previdência, há a perspectiva de 5 mil policiais se aposentarem”, disse. “Estamos aqui para apoiar esta luta, porque o governo e a Polícia Militar precisam de vocês, para levar a segurança à população”, elogiou.

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