Vem aí a 11ª e a 12ª temporadas do Q.I., Quartas de Improviso, projeto de improvisação livre realizado pelo selo/produtora de música brasileiro Seminal Records, na pessoa dos musicistas Matthias Koole e Henrique Iwao. A 11ª temporada do Q.I. acontecerá no Teatro Espanca!, de 01 de maio a 03 de julho, e a 12ª será realizada na Galeria Mama/Cadela, de 14 de agosto a 16 de outubro, sempre às quartas-feiras. Serão 20 semanas de Quartas de Improviso com apresentações que começarão às 19h com discotecagem de Miguel Javaral e shows às 20h30. Este projeto é realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte.

A abertura da 11ª temporada do Q.I., dia 01 de maio, no Teatro Espanca!, contará com a participação do duo Iwao-Koole, a pianista, trompetista e filósofa Patrícia Bizzotto e a performer Flávia Coelho. Também participarão da 11ª temporada Barbara Daros, Ed Marte, Edson Fernando, Felipe Lopes, Marcela Lucatelli, Luiza Alcântara, Maíra Campos, Marina Cyrino, Mário Del Nunzio, Maxmiler Junio, Miguel Javaral, Miwa Yaganizawa e Renato Negrão.

Um critério relevante na curadoria das 11ª e 12ª temporadas do Quartas de Improviso é o número de mulheres participantes, 50% dos artistas convidados. Outro dado importante é que metade dos convidados que se apresentarão já participaram de alguma edição do Q.I., e a outra metade nunca participou do evento. Integram a programação da 11ª e da 12ª temporadas do evento três oficinas de disciplinas como música, dança e performance que acontecerão em vários Centros Culturais da PBH.

No Quartas de Improviso, pessoas são convidadas a interagir com Matthias Koole e Henrique Iwao. Matthias toca guitarra e efeitos enquanto Henrique toca seu instrumento de construção própria, a mini-tábua: uma tábua de madeira amplificada, na qual objetos diversos são operados. Acompanha a tábua efeitos operados manualmente e em pedais e o resultado é uma espécie de música concreta ao vivo, improvisada no momento. Os convidados são de diversas áreas, nem sempre artísticas, como música, dança, vídeo, performance, literatura, matemática, geologia, biologia, entre outras. Eles têm total liberdade de realizar o que desejam. Às vezes improvisam e às vezes eles têm um plano mais marcado. Além dos músicos organizadores, o Q.I. conta em sua equipe com o coletivo 4e25, responsável pela identidade gráfica do projeto.

Desde 2013 foram realizadas, de forma independente, 121 edições do Q.I. com a participação de 163 convidados. Ao longo desses anos, o evento consolidou-se como ponto de encontro entre artistas e público, bem como laboratório de estilos e expressões artísticas locais, nacionais e internacionais. O projeto vem fomentando a cena cultural de BH com expressões improvisatórias em música e artes intermidiáticas por meio de apresentações, atividades de formação e acesso livre à documentação dos eventos.

“Esse aspecto de combinar improvisação livre com outras ações de forma inusitada é um aspecto inovador no evento e que é nossa peculiaridade. Muitos participantes dizem ter ideias novas e sacadas ao participar das apresentações, por encontrarem-se em situações inesperadas”, explicam Henrique Iwao e Matthias Koole.