Foto: reprodução/Facebook.

Foto: reprodução/Facebook.

Durante uma reunião da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), o deputado Sargento Rodrigues (PTB), denunciou um suposto cartel na comercialização de placas de identificação de veículos em Minas Gerais. Os casos, segundo o legislador, vieram por relatos populares.

Segundo o parlamentar, autor do requerimento de realização da reunião, a “promiscuidade” entre os servidores do Departamento de Trânsito de Minas Gerais (Detran) e os despachantes é “estarrecedora”. Ele pede a intervenção da Corregedoria da Polícia Civil. “Ou então não teremos alternativa, a não ser abrir uma CPI aqui, para fazer uma devassa nos sigilos bancários dos envolvidos. O pagador de imposto paga duas, três vezes o que o serviço vale, enquanto gente enriquece da noite para o dia”, protestou. Também foi citado um relatório de inteligência da Polícia Civil de 2016, que trazia informações sobre combinação de preços entre fabricantes de placas.

De acordo com o site da Assembleia, o delegado-chefe da Divisão de Controle de Circunscrições Regionais de Trânsito, Roberto Alves Barbosa Júnior, esclareceu que não é competência do Detran estipular tabelas de valores para as placas de identificação. “Sugiro que apresentem projeto de lei pra alterar o decreto e que se realize um estudo para o tabelamento regional dos preços e se chegue a um valor justo para todos, levando em consideração as características de cada município”, disse.

Com relação à questão do cartel, o delegado ponderou que o Ministério Público investigou denúncias entre o fim de 2017 e início de 2018 e não verificou a existência desse acordo. “Com relação ao valor abusivo, acionamos a delegacia de defesa do consumidor e está sendo montada uma força-tarefa para investigar essas denúncias. Isso não cabe ao Detran porque, como já disse, não determinamos os valores”, declarou.