Em uma audiência pública realizada pela Comissão de Direitos Humanos e Defesa do Consumidor trouxe para a pauta da Câmara de BH as demissões de funcionários da empresa MGS das Unidades de Atendimento Integrado (UAI). Foram discutidos os impactos que o fechamento da UAI Barro Preto e as demissões têm para as políticas municipais de emprego, trabalho e renda, bem como para os serviços prestados no município.

Foto: Bernardo Dias/CMBH.

Foto: Bernardo Dias/CMBH.

De acordo com a deputada estadual Marília Campos (PT), com o fechamento da UAI Barro Preto e a demissão de 94 trabalhadores, cerca de dois mil atendimentos deixaram de ser realizados por dia. Também foram demitidos outros 160 funcionários na UAI Praça Sete, o que acarretou uma redução no atendimento ao cidadão, não só da capital, mas da Região Metropolitana. “Foi suspenso o atendimento aos sábados. Atualmente, uma pessoa demora mais de 30 dias para conseguir agendamento para confecção de identidade”.

Segundo o diretor do Sindicato em Telecomunicações do Estado de Minas Gerais (Sinttel-MG), Landstone Timóteo Filho, que representa a categoria de telefonistas da MGS que atua em diferentes equipamentos de atendimento à população, como Hospital Evangélico, Ipsemg, UAI e Cidade Administrativa, a reivindicação é pela recontratação dos trabalhadores demitidos e reabertura da UAI Barro Preto. “Não houve um estudo pormenorizado para saber a situação da MGS. Estão sendo desconsiderados princípios básicos dos direitos trabalhistas”, afirma o sindicalista.

Além de reabertura da UAI Barro Preto e de pleitear a recolocação dos demitidos no posto de atendimento à população do Município, o BH Resolve, Amaral propõe negociação para discutir o que pode ser feito. “Precisamos ter esse debate. Tem onde cortar gastos que não no salário de trabalhadores que ganham de 700 reais a 1,2 mil reais”.

Mobilização
Mesmo convidados para participar da audiência, os representantes dos governos estadual, municipal e da MGS não compareceram. Diante disso, o requerente da audiência, vereador Arnaldo Godoy (PT), se comprometeu a a agendar uma reunião com o secretário municipal de Planejamento ou até mesmo com o prefeito para discutir uma possível incorporação de funcionários demitidos do BH Resolve. Também deve ser elaborada uma moção sobre os impactos causados à população pelas demissões e pelo fechamento da UAI Barro Preto.

Arnaldo Godoy destacou que, diante da retirada de direitos e desmonte das políticas públicas em todo o país, os trabalhadores precisam se mobilizar e se unir para impedir o que considera como retrocesso da seguridade social. Marília Campos (PT) corroborou com a fala do vereador, ressaltando a importância da participação dos que lutam contra as demissões que vem sendo realizadas.