Segundo um levantamento da CDL/BH, 40% dos consumidores da capital já estiveram com o nome inscrito nos cadastros de devedores e 8,7% ainda estão endividados. E entre eles, a maior parte (40,2%) disse que a perda do emprego foi a causa para o atraso no pagamento de contas. Em seguida foi citada a redução da renda, com 26,3% das repostas.

Esta faltando dinheiro para os mineiros pagarem as dividas. (Foto: Ana Lívia do Nascimento).

Está faltando dinheiro para os mineiros pagarem as dividas (foto: Ana Lívia do Nascimento).

“Esse resultado ainda é reflexo da crise econômica vívida pelo País. Mesmo com a economia em processo de recuperação, os consumidores ainda não sentiram no bolso os efeitos práticos desse processo de melhora gradual. Apesar da inflação e dos juros mais baixos, a atividade econômica ainda não ganhou força, e o desemprego continua elevado e isso leva a dificuldades para o pagamento de todas as contas”, explica Silva. Também foram citados como motivos para a inadimplência: compra não planejada (21,3%); compra para terceiros (14,5%); uso excessivo do crédito (8,1%); priorizou outra conta (7,2%); problemas com o credor (3,7%); esqueceu o pagamento (3,4%) e atraso do salário (3,4%).

Já na contramão, 51,3% dos entrevistados afirmaram que nunca estiveram inadimplentes, e o planejamento financeiro (38,7%) foi apontado por eles como a principal forma para evitar o endividamento. “É fundamental que os consumidores tenham o hábito de realizar o acompanhamento efetivo de seus gastos. Com isso é possível saber como sua renda está sendo utilizada e evitar que se perca o controle das contas”, comenta o presidente da CDL/BH. O controle das compras por impulso e de produtos que não são essenciais foram apontados por 25,6% dos entrevistados como um meio para evitar a inadimplência, enquanto que 20,5% afirmaram que estão optando por realizar suas compras sempre à vista.

Entre as classes sociais, a maior parte da classe A/B (61,9%) nunca esteve inadimplente, já na C/D, quatro em cada dez consumidores disseram que já estiveram endividados, mas conseguiram quitar suas dívidas. Enquanto que na classe E está o maior percentual dos consumidores inadimplentes (10%).