Belo Horizonte acordo com instinto hoje. Bem como em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, estudantes e professores foram as ruas protestar contra o corte de custos de 30% que o Governo Bolsonaro afirmou que irá realizar neste ano. A UFMG, por exemplo, pode perder mais de R$ 65 milhões.

Foto: reprodução/facebook.

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Foram cerca de 200 mil pessoas lutando pelo mesmo ideal, segundo os organizadores. Não há dados oficiais de público. A Polícia Militar de Minas Gerais informou que não faz mais estimativas de público em eventos e protestos. A convocação foi feita através das redes sociais. Em especial pelo site e dispositivos do Mídia Ninja.

O movimento foi chamado de “A aula é na rua”, uma sátira que pode referir-se aos alunos que não terão mais um local para seus estudos. E quem pensa que essa brincadeira é surreal se engana. A própria UFMG já pronunciou que não irá sequer conseguir pagar contas de água e de luz. Sem necessidades básicas, para onde esses universitários vão?

Aqui em Belo Horizonte o principal encontro foi na Praça da Estação. Porém estudantes e grupos estudantis marcharam de vários pontos da cidade. Como por exemplo do Campus Pampulha, da Federal, e também do Campus Amazonas, do Cefete. Após o encontro, o grupo subiu pela avenida Amazonas e chegou até a praça Raul Soares onde ocorreu o desfecho.

Enquanto o povo brasileiro luta, o presidente Bolsonaro viaja aos Estados Unidos e faz seus ataques a comunidade que apenas quer apresentar sua indignação. “Se você perguntar a fórmula da água, não sabe, não sabe nada. São uns idiotas úteis que estão sendo usados como massa de manobra de uma minoria espertalhona que compõe o núcleo das universidades federais”, rebateu Bolsonaro ao chegar em Dallas, nos Estados Unidos.