Pedro Nery Bersan, cirurgião plástico do Hospital Madre Teresa e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (foto: divulgação).

O autor, Pedro Nery Bersan, é cirurgião plástico do Hospital Madre Teresa e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (foto: divulgação).

As redes sociais com as selfies e centenas de fotos divulgadas diariamente em canais digitais aumentam a demanda por harmonização facial nos consultórios de cirurgia plástica em Belo Horizonte. O Brasil ocupa o 2º lugar mundial em números de cirurgias plásticas estéticas entre jovens e adolescentes, atrás apenas dos EUA. Algumas celebridades como Carlinhos Maia, Gretchen e Kelly Key já assumiram ter feito o procedimento.

A harmonização facial é um conjunto de procedimentos estéticos combinados para melhorar a harmonia do rosto, transformando os traços ao tratar o envelhecimento facial, caracterizado pela perda da elasticidade da pele, queda dos tecidos, músculos e gordura. A maior procura pelo procedimento é feita por pessoas que pensam em harmonização facial como coisa de jovem mesmo, para melhorar o contorno da mandíbula, projetar o queixo, aumentar o malar e até corrigir pequenas alterações do nariz. Quando é feito de forma correta gera um ótimo resultado.

O procedimento é uma boa opção para quem tem entre 30 e 45 anos e começa a perceber sinais da idade, mas ainda não precisa de cirurgia e,  até por pessoas que precisam de um pouco mais de definição de queixo, de mandíbula ou de malar. A harmonização é indicada para quem quer tratar rugas, linhas de expressão, olheiras e papadas com a possibilidade de também incluir o aumento dos lábios. A associação de procedimentos minimamente invasivos, planejada de forma personalizada, permite melhorar a aparência, de forma natural, sem exageros, e elevar a autoestima.

A demanda crescente por procedimentos estéticos para proporcionar maior segurança com a aparência e não é uma exclusividade apenas entre jovens. Cada vez mais, as pessoas com mais de 60 anos também estão procurando a intervenção. O maior interesse de homens e mulheres nessa faixa etária é por tratamentos contra os sinais do envelhecimento. Não se trata apenas de vaidade, pois estudos revelam que quanto pior a percepção com a autoimagem, também pior será o cuidado do idoso com a saúde, alimentação, socialização e atividade física. Independentemente da idade, a cirurgia adequada identifica os traços naturais e trabalha na estética e rejuvenescimento, mantendo as características próprias. Caso contrário, todos ficariam com a mesma imagem, aquela aparência de “operado”, que não tem nada de belo.

Apesar de estar na moda entre os procedimentos estéticos mais solicitados no momento, deve-se observar alguns cuidados. Alguns profissionais não-médicos executam esse tipo de procedimento, ignorando alguns pontos cruciais. Apesar dos próprios desejos, conversar sobre o que pode ou não ser feito, é muito importante. Consulte sempre um dermatologista ou cirurgião plástico, pois somente eles poderão indicar o que pode ser feito após um preenchimento definitivo. É fundamental refletir sobre o propósito e consultar um cirurgião credenciado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica para esclarecer as dúvidas, fazer os exames pré-operatórios e identificar um hospital qualificado para o procedimento.