Mesmo que em percentuais ainda baixos, os consumidores da capital mineira estão conseguindo quitar suas dívidas e sair do cadastro de devedores, diferente do que está sendo registrado no Brasil. Em abril, na comparação com o mesmo mês do ano anterior (Abr.19/Abr.18), a inadimplência em Belo Horizonte teve queda de 0,26%, enquanto que no País cresceu 2%, segundo dados da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).

“A economia não apresentou o ritmo de recuperação esperado em todo o País, mas já estamos em um ambiente melhor do que em outros anos. Com isso, os consumidores de Belo Horizonte estão tentando regularizar sua situação financeira para sair da inadimplência. E apesar do número de devedores ainda crescer no Brasil, ele também está perdendo força”, explica o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), Marcelo de Souza e Silva. “Além disso, percebemos em nossas pesquisas que parte dos belo-horizontinos tem optado pelo pagamento à vista de suas compras para tentar evitar o endividamento em longo prazo, o que ajuda a entender o comportamento da inadimplência na capital”, acrescenta Silva.

Foto: reprodução.

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De acordo com o Indicador de Dívidas em Atraso, em abril, na comparação com o mesmo mês do ano anterior (Abr.19/Abr.18), houve redução de 3,84% no número de débitos vencidos. “As pessoas vêm priorizando o pagamento de suas dívidas, mesmo que ainda não seja possível quitar todas”, justifica o presidente da CDL/BH.  Na comparação mensal (Abr.19/Mar.19), a redução foi de 1,6%.

A maioria das dívidas (+16,34%) está entre as pessoas com mais de 65 anos. O presidente da CDL/BH afirma que nessa faixa de idade encontram-se as pessoas que são as responsáveis financeiras pelas famílias e que são aposentadas. “Esses consumidores foram impactados pelo aumento do custo de vida que não foi acompanhado pelo crescimento da renda, que inclusive teve redução de 13,88% (4º tri.18 em R$ 3.300/4º tri.17 em R$ 3.832 – IBGE). Essa faixa etária é uma das que mais sofre com a alta de preços de remédios, do plano de saúde e dos alimentos, por isso tem encontrado dificuldades para sair da inadimplência”, esclarece Silva. Já na abertura por gênero do devedor, o número de dívidas apresentou queda em ambos os gêneros (feminino em -4,59%/masculino em -4,75%).