“Belo Horizonte vai ser o primeiro município a produzir mosquitos colonizados para o combate a dengue”. Foi o que anunciou o secretário municipal de Saúde, Jackson Machado, numa audiência pública realizada no plenário da Câmara Municipal.

O Aedes Aegypty é o grande vilão de toda a história (foto: divulgação).

O Aedes Aegypty é o grande vilão de toda a história (foto: divulgação).

Jackson Machado informou que está sendo construído um insetário, na região da Pampulha, que vai produzir dois milhões de “mosquitos colonizados”. A técnica consistiria em infectar o mosquito Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia, que teria capacidade de reduzir a replicação do vírus dentro dos insetos e inibir a transmissão pelo mosquito vetor.

Apesar da dengue ser um dos maiores problemas no âmbito da saúde em Belo Horizonte neste ano, final são mais de 20 mil casos apenas na capital, o foco da audiência foi atender às determinações do Art. 36 da Lei Complementar nº 141/ 2012, o secretário apresentou aos vereadores um relatório simplificado das atividades do Sistema Único de Saúde (SUS) no 1º quadrimestre de 2019.  Em balanço sobre as atividades dos primeiros quatro meses do ano, o secretário mostrou o crescimento dos investimentos na área de Saúde, quando comparados ao mesmo período do ano passado. “Investimos mais do que os 15% que a lei determina. O atual governo foi o que mais investiu na Saúde, na história de Belo Horizonte”, destacou.

Para as atividades no combate à dengue, o secretário informou que foram contratados 1, 2 mil profissionais de saúde, sendo 200 médicos. O gestor contou que foram desenvolvidas ações conjuntas com outras entidades para atendimento e contenção da doença e criadas duas equipes volantes de combate. Em relação ao combate a zika e chikungunya não houve alteração nos investimentos em relação ao ano passado.  Foram ampliados investimentos nos 28 hospitais da rede municipal, sendo dois públicos e 26 conveniados, e nas ações assistenciais às populações vulneráveis. A Prefeitura reconheceu que a campanha de vacinação contra a gripe não atingiu os índices desejados e vai ser prorrogada.

Segundo Jackson Machado, estão sendo pleiteados, junto ao Governo Federal, recursos para a reposição da frota de ambulâncias, “que é uma das principais demandas de Belo Horizonte”, afirmou. Para ele, apesar dos avanços registrados, a falta de recursos “para atender às muitas prioridades da capital” é um dos maiores gargalos.