Foi em 25 de janeiro de 2019, que a Barragem do Feijão rompeu e inundou Brumadinho na lama de rejeitos de minério da Vale. Nesse tempo todo, a comunidade ainda está desolada, destruída e muitos habitantes ainda estão fora de suas residências.

Isso sem mencionar o terror que outras comunidades em outras localidades do Estado. Como em Barão de Cocais, Macacos (em Nova Lima),  Itabirito e Ouro Preto. Cidades sob o risco eminente de rompimento de novas barragens que também afastaram moradores de seus lares e compromete o convívio social e comercial.

Enquanto isso, a Vale tem realizado testes de sirenes emergenciais em Brumadinho, a partir da Defesa Civil. Como aconteceu no dia 18 de junho, por volta de 10h.  O som foi ouvido das comunidades de Córrego do Feijão, Parque da Cachoeira, Pires e nos bairros Estela Passos, Bela Vista, Jota e Planalto.

Em seu site, a mineradora escreveu que “como esta é uma ação preventiva, não será necessária nenhuma movimentação por parte da comunidade ao ouvir o som da sirene. Por isso, o alerta sonoro tocará uma mensagem informando que se trata de um teste. A equipe do Corpo de Bombeiros e trabalhadores que estão atuando na área atingida pelo rejeito farão também, nesta data, um treinamento de evacuação do local”.

É bom ver a Vale empenhada em prevenção. Mas também é bom lembrar que as sirenes não funcionaram cinco meses atrás, quando a Barragem da Mina do Feijão foi abaixo. Quem sabe funcionasse, mais de 240 pessoas poderiam estar vivas e com suas famílias?

Foto: André Penner/reprodução.

Foto: André Penner/reprodução.