O apoio do poder público ao setor de cervejas artesanais, por meio da redução e da simplificação de tributos e da criação de circuitos turísticos ligados à degustação da bebida. Essa foi a principal reivindicação dos cervejeiros artesanais em uma audiência pública da Comissão Extraordinária de Turismo e Gastronomia da Assembleia Legislativa de MInas Gerais (ALMG). Na reunião, solicitada pelo deputado Mauro Tramonte (PRB), foram discutidas as dificuldades enfrentadas pelo segmento, assim como medidas para minimizá-las.

Marcelo Maciel, diretor da Cervejaria Astúcia, explicou que as cervejas artesanais demoram cerca de 20 dias para ficarem prontas. Entretanto, a chamada pauta (tabela de preço mínimo) do produto demora de 30 a 40 dias para ser liberada pelo Governo do Estado. Com isso, para o cálculo do tributo nesse intervalo, diz o empresário, o Executivo estipula um percentual médio de margem de lucro, que tem sido de 140% sobre o custo da bebida.

Essa medida deixa o preço da cerveja artesanal mais alto em relação às cervejas industrializadas, diminuindo sua competitividade. Segundo Gustavo Alves, conselheiro da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Minas Gerais, muitos estabelecimentos acabam não vendendo as artesanais devido ao alto preço.

Tatiana Santos, do Sindicato das Indústrias de Cerveja e Outras Bebidas de Minas, disse já ter procurado a Secretaria de Estado de Fazenda (SEF) para tratar da tributação das artesanais. Como avanço, ela relatou que a SEF separará essas cervejarias das de grande porte, permitindo um acerto maior no cálculo tributário.

Foto: divulgação.

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