Foto: Instituto Minere.

Foto: Instituto Minere.

Segundo o site da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, o plano de emergência para evacuação da barragem da Vale que se rompeu em janeiro na Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (Região Metropolitana de Belo Horizonte), foi o principal assunto tratado na reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Barragem de Brumadinho da ALMG.

O curto tempo previsto para a saída dos funcionários em casos de rompimento, de menos de um minuto, o não acionamento das sirenes e a falta de simulados para a que possíveis atingidos pudessem escapar foram as questões que mais chamaram a atenção dos deputados. Na audiência, foram ouvidas duas testemunhas. Uma delas, Lucas Samuel Santos Brasil, é ex-funcionário da Vale e foi o fiscal do contrato com outra empresa, a Walm Engenharia Tecnologia Ambiental, responsável pela produção do Plano de Ação de Emergência para Barragens de Mineração (PAEBM). O segundo depoente, Sérgio Pinheiro Freitas, é funcionário da Walm e participou da elaboração desse plano.

Conforme explicação de Sérgio Freitas, o PAEBM não trata de fatores de segurança ou estabilidade das barragens. Trata-se, segundo ele, de um documento obrigatório para todas as barragens e que deve trazer a previsão dos danos possíveis em casos de rompimento, bem como rotas de fuga e diretrizes de atuação para mitigação de danos. Sérgio explicou que são apresentados planos para três níveis de emergência – só o terceiro trata da iminência ou efetivo rompimento.

Nesse caso, o plano referente à barragem que se rompeu e matou quase 300 pessoas previa um tempo de até um minuto para saída dos funcionários de estruturas mais próximas da barragem, como o refeitório. Os deputados André Quintão (PT) e Sargento Rodrigues (PTB) questionaram a testemunha sobre esse prazo, que, para eles, não seria suficiente para que as pessoas escapassem.