O autor Daniel Ribeiro é economista e sócio fundador da Monteverde Investimento (foto: Anna Castelo Branco).

O autor Daniel Ribeiro é economista e sócio fundador da Monteverde Investimento (foto: Anna Castelo Branco).

Com a proposta de economizar cerca de R$ 1,2 trilhão em 10 anos, – segundo dados divulgados pela equipe econômica do Governo Federal –, a Reforma da Previdência foi aprovada em primeiro turno na Câmara dos Deputados no último dia 10. Mesmo com as incertezas do que entrará em vigor, já que os deputados ainda votarão os destaques, o que já se sabe é que as regras para os futuros aposentados serão mais rígidas. De acordo com a Secretaria da Previdência, o déficit do Regime Geral da Previdência Social (RGPS), entre janeiro e novembro de 2018, alcançou a marca histórica de 186,3 bilhões.

Devido a esse desequilíbrio previdenciário, as dúvidas que rondam a reforma e o crescimento da expectativa de vida do brasileiro – 72 anos e cinco meses para os homens, e 79 anos e quatro meses para as mulheres –, a previdência privada vem se tornando uma opção interessante para quem quer ter um melhor planejamento financeiro ao longo dos anos. Um levantamento feito pelo buscador de aplicações financeiras Yubb, apontou que o volume de consultas sobre os planos privados aumentou 14 vezes, em comparação com o mesmo período do ano passado.

Do meu ponto de vista, a previdência privada é um investimento de longo prazo que pode auxiliar na aposentadoria e garantir o futuro de sua família. Quando comparamos com a poupança, os proveitos vão de uma maior taxa de rentabilidade e benefícios fiscais a vantagens no processo de sucessão patrimonial.  Esse tipo de investimento poderá ainda ser usado como um complemento da previdência social, que muitas vezes é um valor inferior ao necessário para manter o padrão de vida do indivíduo.

Além da Reforma da Previdência, que promete modificar o cenário atual da aposentadoria, o número de microempreendedores individuais vem crescendo consideravelmente. Segundo o Portal do Empreendedor do governo federal, o país já ultrapassou os 8 milhões de microempreendedores individuais (MEIs), fechando o mês de março com 8.154.678 cadastros.

Percebo que com a ascensão dessa modalidade de trabalho, a preocupação com o futuro também aumenta. É preciso deixar claro que, ao se tornar MEI, o indivíduo também possui direitos trabalhistas, sendo que um deles é a aposentadoria por idade ou invalidez. No entanto, o benefício irá corresponder ao valor de um salário mínimo, já que a sua base de cálculo para a contribuição, também é fundamentada por esta quantia.

Então, a previdência privada é indicada para quem é MEI, pois ela pode garantir uma velhice mais segura financeiramente. Na realidade, não só os empresários e empreendedores, todos os indivíduos devem planejar a sua aposentadoria para evitar incertezas no futuro.

Além da previdência privada, existem outras formas de investimentos para garantir um futuro financeiro mais tranquilo. Esses tipos de aplicações vêm crescendo nos últimos anos e as pessoas estão se tornando mais abertas a novos produtos financeiros, uma vez que as aplicações tradicionais estão com rentabilidades menores devido ao cenário político econômico. É preciso analisar o perfil e o capital do cliente, para que assim seja feita a melhor opção dentre todas as alternativas que dispomos. Como sempre falo, “colocar o dinheiro para trabalhar para você é sempre uma excelente escolha”.