Bady Curi Neto, advogado fundador do Escritório Bady Curi Advocacia Empresarial, ex-juiz do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) (foto: Telma Terra).

Bady Curi Neto, advogado fundador do Escritório Bady Curi Advocacia Empresarial, ex-juiz do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) (foto: Telma Terra).

O Rio de Janeiro, com o novo Governo Witzel, iniciou uma verdadeira guerra contra a violência urbana e o crime organizado.

As favelas, hoje denominadas comunidades, eram e ainda são dominadas por bandidos fortemente armados que desfilam livremente com fuzis e armas de uso restrito do exército, fazendo suas próprias leis, toques de recolher, exploração dos comerciantes, etc.

O Governador Wilson Witzel, ao assumir o cargo para qual foi eleito, declarou com todas as letras que bandido com fuzil será “abatido”, defendendo o uso de snipers invocando a legítima defesa da sociedade e os meios necessários para a proteção de policiais e da população.

O Governador ampara-se no artigo 25 do Código Penal que preceitua “Entende-se em legítima defesa quem, usando moderadamente dos meios necessários, repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem. ”

Obviamente que o indivíduo que está desfilando, ostensivamente, com armas de uso restrito, de forte calibre, no meio de vias públicas está a cometer uma injusta agressão iminente.

Aqueles que criticavam a postura austera do Governador contra o crime organizado começam a ver os resultados. No primeiro semestre de 2019 foram apreendidas 4.368 armas de fogo, 18% a mais do que o mesmo período do ano passado. Houve uma redução de 24% de roubos de veículos obedecendo o mesmo comparativo temporal. E, por fim, uma queda de 23% dos homicídios dolosos (o menor patamar desde o ano de 1991, ou seja, há 28 anos o Rio de Janeiro não tem uma taxa de homicídios dolosos tão baixas).

Os críticos, sempre preocupados mais com a defesa dos bandidos do que com a vida dos cidadãos de bem, ressaltam que o número de mortes em confrontos com as forças de segurança pública representou um aumento significativo de 14,5% em relação ao mesmo período do ano pretérito, correspondendo a 30% das mortes violentas do Estado.

Ora, não restam dúvidas que isto iria ocorrer, o estado do Rio de Janeiro deixou de ter uma conduta passiva perante a bandidagem, iniciando um enfrentamento contra o crime organizado, por determinação do novo Governador, que vem cumprindo sua promessa de campanha.

Virar as costas para as comunidades carentes, onde o tráfico de drogas, milícias e chefes de facções as controlam, foi o que fez a violência do Estado Carioca disparar, alcançando níveis alarmantes.

O combate das forças de segurança contra o crime organizado, por evidente, traz efeitos colaterais, e um destes efeitos é o aumento de mortes de bandidos pelo enfrentamento da ação policial.

Os números da redução da violência no Rio de Janeiro, o aumento de armamento apreendido, a utilização de sniper, assim como outros dados, demonstram que a política de segurança pública implementada pelo Governo Wilson Witzel está no caminho certo.

Evidente que um problema desta magnitude não se resolve do dia para noite, foram anos e anos de complacência estatal com a criminalidade, fingindo que a violência era dos morros cariocas e não da sociedade, verdadeiros guetos do crime organizado.

O enfretamento se faz necessário, a amargura do remédio de hoje pode ser a cura do mal maior do amanhã.