Desde que estreou no Brasil, em 2008, os robôs-cirurgiões já realizaram mais de cinco mil cirurgias médicas no país. Mas, engana-se quem acha que estes equipamentos trabalham sozinhos. A tecnologia, que utiliza inteligência artificial para operar, demanda formação específica e ainda constitui um desafio para grande parte dos médicos brasileiros. A novidade já está disponível em Belo Horizonte. O especialista em cirurgia e endoscopia bariátrica e gastroenterologia, Dr. Henrique Eloy, é um dos poucos cirurgiões que realiza operações através da robótica em Belo Horizonte.

“As cirurgias realizadas com estes equipamentos são tendência para o futuro. Alguns especialistas afirmam que, talvez, em duas décadas, todos os procedimentos cirúrgicos sejam realizados pelos robôs-cirurgiões. As pinças dos braços do robô são mais finas e articuladas, além disso, elas têm uma amplitude muito maior do que as mãos do cirurgião. É possível realizar uma dissecção dos tecidos de maneira muito mais precisa”, conta o médico.

As cirurgias bariátricas, de próstata, hérnia e tratamento de câncer estão entre as mais procuradas nos consultórios médicos. A tecnologia, aliada à habilidade do cirurgião, proporciona ao paciente uma recuperação mais rápida, maior precisão no procedimento e cirurgia menos invasiva, graças aos cortes menores e sangramento reduzido.

O número de obesos continua crescendo no Brasil. É o que aponta a última pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas (Vigitel 2018), divulgada no dia 24 de julho pelo Ministério da Saúde. De acordo com o estudo, a taxa de obesidade no país passou de 11,8% para 19,8%, entre 2006 e 2018, um aumento de 67,8%.

O robô durante um procedimento (foto: Vinícius Nunes/divulgação).

O robô durante um procedimento no Hospital Felício Rocho, em Belo Horizonte (foto: Vinícius Nunes).