Foto: João Alves

Foto: João Alves

A possibilidade de uma nova greve dos caminhoneiros surgiu e movimentou a categoria por conta de reajustes na tabela do frete, regida pela Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas, instituída em agosto de 2018 pela Lei Nº 13.703. Após as ameaças dos trabalhadores, a Agência Nacional de Transportes Terrestres decidiu suspender a tabela.

Como justificativa, a ANTT considerou que os termos como constam na Resolução 5849/2019 geram dúvidas na hora de definição do preço do frete e ainda não considera o valor do pedágio no momento de dar preço as viagens. Entre as reclamações dos caminhoneiros destaque para a possibilidade da nova tabela fazer que o preço do frete despencasse até 45% no valor.

É bom lembrar a importância da categoria para as atividades em Minas Gerais, Distrito Federal e outros estados do Centro Oeste. Caso de fato houvesse a paralisação, haveria o desabastecimento de portos e aeroportos, uma vez que os transportadores mineiros são responsáveis pelo abastecimento de todo o Aeroporto de Confins e atendem ainda a 30% das necessidades do aeroporto de Brasília.

Ameaça
“Essa resolução, que foi aprovada a toque de caixa como reação à greve dos caminhoneiros autônomos do ano passado, prejudicou muito as transportadoras, pois gerou uma defasagem de mais de 20% na remuneração das empresas. O transporte de carga perigosa, atualmente, está mais barato que o da carga comum. O que nós queremos é que a legislação seja alterada, de modo a construir uma planilha de remuneração mais justa, pois estamos pagando para trabalhar”, disse Irani Gomes, presidente do Sinditaque-MG, ao Jornal Estado de Minas.