Foto: reprodução.

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Os moradores da capital estão conseguindo regularizar sua situação financeira e sair do cadastro de devedores. Em julho, na variação anual (Jul.19/Jul.18) a inadimplência na capital registrou queda de 1,82%. Esse percentual de redução é o maior para o mês da série histórica que teve início em 2011, nesta base de comparação.

“Estamos em um ambiente econômico melhor do que nos últimos anos. Os indicadores macroeconômicos (inflação, juros) estão em patamares menores e o desemprego vem caindo, o que tem contribuído para que parte da população quite seus débitos. Essa queda da inadimplência que vem sendo apresentada desde 2017 é positiva para o comércio, pois permite que os consumidores possam, aos poucos, voltar ao mercado de consumo”, afirma o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), Marcelo de Souza e Silva. Na variação mensal (Jul.19/Jun.19), também foi registrada queda da inadimplência (0,69%).

O montante de endividados, na faixa etária acima de 65 anos, foi o que mais cresceu em julho (+10,7%). “As pessoas nesta faixa etária são as responsáveis financeiras pelas famílias e sentem mais no bolso os reflexos do custo de vida. Muitos, inclusive, vivem apenas com a renda da aposentadoria”, esclarece o presidente da CDL/BH. Podemos destacar ainda que houve redução de 7,2% nos rendimentos reais dos idosos (1ºtri. 19 em R$ 3.077/1ºtri. 18 em R$ 3.317 – IBGE), o que justifica o maior endividamento nesta faixa etária. Na variação por gênero, a inadimplência está caindo para homens e mulheres, mas a queda para o público feminino vem ocorrendo em menor intensidade (-2,13%) que a do público masculino (-3,55%).

De acordo com o Indicador de Dívidas em Atraso, em julho, na comparação com o mesmo mês do ano anterior (Jul.19/Jul.18), houve redução de 5,17% no número de débitos, sendo esta a maior queda para o mês nos últimos três anos. “As pessoas vêm destinado parte dos seus recursos para o pagamento de suas dívidas, mesmo que ainda não seja possível quitar todas de uma vez”, comenta Souza e Silva.  Na comparação mensal (Jul.19/Jun.19), houve redução de 1,25%.

Na variação por gêneros, o número de dívidas apresentou redução entre homens e mulheres, porém a retração foi menor para o público feminino (-5,5%), enquanto no masculino foi de -6,76%. Essa diferença é justificada pela taxa de desemprego permanecer maior entre as mulheres (1º tri.19 em 14,9% para as mulheres/1º tri.19 em 10% para os homens – IBGE). “Devido às diferenças no mercado de trabalho, as mulheres seguem com menos renda disponível para o pagamento de suas contas atrasadas”, justifica o presidente da CDL/BH.