Foto: reprodução/PBH.

Foto: reprodução/PBH.

Construída há 15 anos, a Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) Juliana acolhe atualmente 220 crianças de zero a cinco anos de idade, nos turnos da manhã, tarde e integral. Entretanto, a unidade, que tem um ótimo espaço externo, nunca passou por uma reforma, e trincas, rachaduras e problemas de iluminação começam a comprometer seu pleno funcionamento.

Assim, atendendo solicitação da comunidade escolar, a Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura, Desporto, Lazer e Turismo visitou a unidade para verificar as condições de infraestrutura e segurança do local. O pedido foi feito pela vereadora Nely Aquino (PRTB), presidente da Câmara de BH. A visita teve a presença da diretora da EMEI, Juliana Rocha, da vice-diretora, Sheila Costa; do coordenador Regional Norte, Humberto Guimarães; do técnico da Defesa Civil/BH Eduardo Rocha; do técnico da Gerência de Expansão da Rede da Secretaria Municipal de Educação (SMED) Júnior Gomes; da diretora de Educação Norte, Adriana Paulino, além de pais de alunos, que integram o colegiado da escola.

A vistoria da equipe foi iniciada pelo hall, que é conjugado com o refeitório das crianças. O espaço, embora amplo, tem um pé direito bastante alto, o que torna a iluminação deficiente. Segundo a diretora, em função das constantes infiltrações nas paredes e no teto, as lâmpadas precisam ser trocadas constantemente. Além disso, o piso em concreto grosso dificulta a limpeza, e quando é varrido levanta muita poeira. “Temos crianças com problemas respiratórios e alérgicos a poeira e mofo”, contou Juliana Rocha.

Já o exíguo espaço onde funcionam as salas da diretoria e da secretaria é insuficiente para abrigar as oito profissionais que atuam, simultaneamente, no local. Segundo Rocha, além de muito pequeno para o número de pessoas, não existe um espaço destinadp à sala da coordenação. “Tentamos fazer a coordenação na sala onde funciona o depósito de material. Aí quando temos que receber um pai, uma mãe, para um assunto reservado, é lá que fazemos”, explicou.

A EMEI Juliana possui nove salas de aula e praticamente todas apresentam algum problema de infiltração no teto ou nas paredes, o que compromete por consequência a rede elétrica. Segundo a diretora, as lâmpadas são trocadas com uma frequência bem maior, pois a entrada de água nas tubulações onde corre a energia elétrica provoca a queima dos dispositivos.

Já no berçário a dificuldade é o espaço reduzido e a deficiência na ventilação. Na unidade que acolhe 12 bebês, os berços ficam muito próximos uns dos outros, e a única janela do local precisou ser telada para contenção do mosquito Aedes aegypti. “Esta proximidade dos berços dificulta o trabalho das cuidadoras e não é adequada para os bebês”, contou a vice-diretora Sheila Costa.

Em praticamente toda a área externa da EMEI Juliana existem rachaduras e afundamentos do chão, além de trincas nos muros. Segundo avaliação do técnico da Defesa Civil Eduardo Rocha, apenas uma análise detalhada poderá dizer se as rachaduras são causadas por um processo de compactação do solo que ainda não foi concluído, ou por algum vazamento na tubulação das águas pluviais ou de água/esgoto. “Apenas olhando não podemos dizer o que são. É preciso abrir (o solo) e ver o que está acontecendo. Mas é possível garantir que não há risco para o prédio em si”, afirmou Eduardo.

A área externa está entre as preferidas da Helena, de seis anos, filha da Alexsandra Alves, que participa do colegiado de pais da escola e que vê com preocupação a utilização dos brinquedos enferrujados da unidade. Segundo Alexsandra, a escola toda é muito receptiva, muito acolhedora e faz tudo para dar conforto aos alunos, mas algumas revitalizações precisam ser feitas. “Os brinquedos não estão bons a gente vê, mas acho que não pode nem falar em tirar, porque as crianças vão ficar sem ter onde brincar”, contou Alexsandra, lembrando ainda a necessidade de uma cobertura externa, tipo toldo, na rampa de acesso para proteger as crianças nos dias de chuva.

Encaminhamento
O número de demandas apresentadas surpreendeu os participantes da visita. Segundo Júnior Gomes, da Gerência de Expansão da Rede da SMED, a partir do apontamento das demandas feitas durante a vistoria um relatório será elaborado e encaminhado para a coordenação da gerência. “Fizemos a anotação de tudo, e nossa gerência junto com a secretária vai discutir as prioridades, o que vai ser feito de imediato visando sempre a segurança e o conforto das crianças”, esclareceu o técnico.

Também a vereadora Nely Aquino se comprometeu a entrar em contato com a SMED, com a Secretaria de Obras e a Sudecap para ver as questões mais emergenciais. “Os problemas são muitos, então a gente tem que priorizar o que realmente precisa ser feito com mais urgência e ver o que temos de dinheiro para poder executar”, explicou Nely. A parlamentar contou ainda que pretende enviar uma emenda à Lei de Diretrizes Orçamentárias 2020 (LDO) para destinar algum investimento à reforma da unidade.