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Os dados são assustadores! Cerca de 10 milhões de brasileiros, quase 5% da população, sofrem de doença renal crônica segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN). No mundo, a disfunção atinge cerca de 850 milhões de pessoas, e a incidência cresce quase 10% ao ano. São números como esses que impulsionaram a criação do Dia Mundial do Rim, idealizado pela Sociedade Internacional de Nefrologia (ISN) e lembrado sempre na segunda quinta-feira do mês de março. Em 2020, a data da campanha será no dia 12 de março, com o tema “Saúde dos rins para todos. Ame seus rins. Dose sua creatinina! “.

“A medição da creatinina, importante marcador da função renal, é feita por meio de um simples exame de sangue. Se alterada, a creatinina pode indicar insuficiência renal aguda ou crônica, ou seja, o mau funcionamento do órgão como filtro das impurezas do corpo e do equilíbrio do sangue”, informa o médico nefrologista e coordenador do Serviço de Nefrologia do Hospital Felício Rocho, Dr. Lucas de Sousa Buldrini Filogonio.

“Silenciosa, a doença renal crônica costuma ser descoberta tardiamente, em geral, quando o funcionamento renal já está bastante comprometido. Justamente por isso, o diagnóstico precoce, por meio do exame de medição da creatinina, é fundamental para evitar ou postergar este quadro, especialmente para quem tem fatores de risco, como diabetes, hipertensão arterial, obesidade e histórico familiar, além de sintomas como inchaço, anemia e presença de sangue ou espuma na urina”, esclarece Dr. Lucas.

Quando instalada, a doença renal crônica é dificilmente reversível. O paciente precisa, então, se submeter à Terapia de Substituição Renal que consiste em:  hemodiálise, realizada geralmente em três sessões semanais em clínicas ou hospitais; diálise peritoneal, feita diariamente, em casa, com a instalação de um acesso no abdômen e a infusão de um líquido, o dialisato, que absorve as substâncias tóxicas. “A terceira forma de substituição renal é o transplante, em que o rim saudável de uma pessoa viva ou falecida é doado ao paciente, com vida média de 15 anos”, acrescenta Dr. Lucas Filogonio.

A prevenção é outro mote do Dia Mundial do Rim. É que alguns hábitos de vida também podem desencadear a doença renal crônica, como uso excessivo de antibióticos e anti-inflamatórios, dieta rica em sódio, álcool e açúcar, tabagismo e sedentarismo.