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“Qual o problema mais grave: perder seu emprego ou perder sua mãe? Emprego arruma outro, a mãe não, a mãe acabou. Isso nem é dicotomia, é tão absurdo que não pode ser tratado como dicotomia”. Essas foram palavras do prefeito Alexandre Kalil em uma entrevista para a rádio Super e para o jornal O Tempo.

Kalil fez a colocação após ser questionado sobre qual problema pode ser maior: econômico ou saúde. “Problema nós teremos. O que não podemos deixar de lembrar é que o governo está há pouco mais de um ano, não tinha coronavírus e estávamos crescendo 1%, com 13 milhões de desempregados. Então vamos esperar mais um pouco. Essa dificuldade que se tem hoje de ter o cadastro é de desempregados que foram para a informalidade, foram vender pipoca, picolé”, completa.

O prefeito tem mostrado muito rigor com suas medidas para evitar a circulação do novo coronavírus em Belo Horizonte. Primeiro, ele restringiu o comércio da capital a apenas estabelecimentos que ofertam serviços essenciais, depois fechou as praças e outros ambientes públicos e ainda proibiu a entrada de ônibus que venham de cidades que aliviaram o isolamento social em BH – como o caso de Caratinga. “Eu tenho uma neta de 1 ano e três vindo. Eu quero ver minhas netas crescerem, não quero morrer”, completou Kalil.