Foto: André Cruz/Imprensa MG.

 

“Quando os médicos chegaram, às 8h da manhã – eu já não tinha mais esperança -, e falaram ‘seu coração está chegando’, fiquei numa felicidade que eu comecei a cantar, a rir. É outra vida, viver de novo, e eu estava morrendo”. O emocionado depoimento de Mara Aparecida Ribeiro, 35 anos, se refletiu em um longo abraço em seus três filhos e na felicidade de poder celebrar com eles mais um Dia das Mães, comemorado no último dia 10/5.

Seis meses após o transplante de coração, a vida de Mara segue caminho para voltar à normalidade. Vítima de uma miocardiopatia periparto depois do nascimento de seu filho caçula, ela passou dois anos sofrendo com internações e lutando para que seu coração não parasse de bater. Em novembro do ano passado, ela recebeu a notícia da chegada do órgão que renovaria a sua história.

Desde o início de sua gestão, Romeu Zema determinou o uso compartilhado das aeronaves do governo – algumas delas eram para seu uso exclusivo.O trabalho integrado e efetivo realizado pela nova gestão estadual neste sentido já vem demonstrando resultados. Minas Gerais foi, em 2019, premiada pelo Ministério da Saúde como o estado que mais captou órgãos no país. Houve um crescimento de 42% da captação de doadores em relação à 2018.

O novo coração de Mara, que vive em São José da Lapa, região metropolitana da capital, veio do Triângulo Mineiro, em mais uma das missões de transporte realizadas pelo Gabinete Militar do Governador (GMG). A rapidez e a eficiência no transporte são fatores fundamentais para o sucesso das operações. O transplante de coração, por exemplo, deve ser realizado em até quatro horas.

Marta e sua família (foto: Gil Leonardi / Imprensa MG).

Mara sabe da importância da doação. “O transplante significa vida, e eu estava morrendo. Sem esse coração para me salvar, eu não estaria aqui. A doadora salvou a minha vida e de outras pessoas. É importante conscientizar as pessoas da importância da doação, porque ela salva vidas. Geralmente, tem muitas pessoas esperando um transplante. Então você se pergunta se você vai aguentar, se o coração vai chegar a tempo”, lembra.

Como no caso da Mara, os resultados alcançados por Minas não se resumem apenas a números, mas em novas oportunidades de vida para diversas pessoas. “Me sinto abençoado por ter a oportunidade de ter uma nova vida”, conta o engenheiro Moisés da Silva Cunha, de 58 anos, morador de Ituiutaba, no Triângulo Mineiro. Ele passou por um transplante de fígado, em Belo Horizonte, no final de novembro de 2019. O procedimento foi necessário por causa de um nódulo cancerígeno.

Moisés conta que ficou apreensivo com a possibilidade de esperar muito tempo pelo órgão para transplante, agora, sente gratidão pela família da pessoa que doou o fígado. “Hoje, vejo a vida com outros olhos; a doação é um ato de solidariedade em meio à dor da perda de um ente querido. Eu farei da mesma forma”, diz.

Dia a dia
O chefe do GMG e coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Rodrigo Rodrigues, explica que, em gestões passadas, os governadores chegaram a ter sete aeronaves disponíveis para uso exclusivo. Por decisão do governador Romeu Zema, algumas aeronaves do Governo foram vendidas e outras realocadas. Atualmente, o Gabinete Militar conta com três aeronaves, que possuem o uso compartilhado para diversas ações.

“O governador queria mais eficiência e quebrar a exclusividade das aeronaves que ficavam à disposição dele. Neste sentido, fizemos a redução de 50% das aeronaves, mas, com eficiência e o emprego lógico, conseguimos ampliar o portfólio de atendimentos. Trouxemos eficiência e pudemos atender mais pessoas, seja na área da Saúde, da Defesa Civil, da Segurança Pública”, explica o coronel Rodrigo.

O GMG trabalha em parceria com o MG Transplantes para oferecer, gratuitamente, transporte aéreo de órgãos e tecidos a serem transplantados. O serviço funciona 24h por dia, como forma de realizar operações otimizadas para salvar vidas. O coronel Rodrigo explica que a superintendência de transportes aéreos fica responsável por realizar a integração das aeronaves do governo e das Forças de Segurança, garantindo agilidade na disponibilização dos equipamentos.

“O uso da aeronave é estratégico, pois ela permite acessar locais e reduzir distâncias. Para este trabalho de transplantes de órgãos ela é muito eficiente, uma vez que tem um tempo de isquemia de cada órgão e a gente precisa acelerar. O que nós conseguimos fazer é aumentar o número de atendimentos, justamente por conta desta disponibilidade de entregar estas aeronaves para servir o povo mineiro”, conclui o chefe do Gabinete Militar.

Conteúdo Agência Minas