Foto: Ricardo Barbosa

 

“Tivemos tempo, tanto que desde o início da pandemia abrimos em média 10 novos leitos de UTI por dia. Isso somente o estado. Várias prefeituras como a de Betim fizeram também o trabalho de casa. Só Betim abriu 120 leitos de UTI. Mas infelizmente em BH não houve um trabalho nesse sentido. A cidade de BH até esse momento não conseguiu adicionar nenhum leito de UTI. O estado tem leito, mas em alguns locais como a capital tem falta”, disse o governador Romeu Zema (Novo).

Nesse contexto, em entrevista à rede de televisão CNN Brasil, Zema ainda acrescentou que a prefeitura de Belo Horizonte, “não fez o papel esperado” na expansão de leitos de UTI para o enfrentamento da pandemia da Covid-19. Apesar de não dirigir diretamente ao prefeito Alexandre Kalil (PHS), a forte crítica coube a gestão municipal e ao empenho de legislador da capital mineira.

É bom lembrar que ambas gestões tiveram um conflito, em abril deste ano, sobre a transformação do Estádio Mineirão em um hospital de campanha.. Na ocasião, Kalil comentou  que o secretário de Estado de Infraestrutura e Mobilidade, Marco Aurélio Barcelo, fez .”reposta imoral, indecorosa e politiqueira para ceder o espaço” e que o governo estadual “não cedeu a esplanada para a Prefeitura de Belo Horizonte”. Enquanto isso, Belo Horizonte está no vermelho com a lotação dos leitos disponíveis. O índice está próximo dos 90% de ocupação.

Ao Portal Uol, a prefeitura disse que “está verificando com os hospitais 100% SUS a possibilidade da abertura imediata de novos leitos de UTI”. A página informou que a capital mineira abriu em junho 232 leitos para pacientes com covid-19, sendo 81 UTIs e 151 enfermarias. Portanto, BH contar com 1.099 leitos na rede pública para o tratamento da covid-19, sendo 301 de terapia intensiva.