Foto: PBH

A Prefeitura de Belo Horizonte vem dedicando atenção especial à sensibilização da população a respeito do correto armazenamento, acondicionamento e descarte dos resíduos produzidos na capital.  Por isso, o Departamento de Políticas Sociais e Mobilização da Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) realizou 1,5 mil visitas a domicílios somente em junho. Nos últimos dois meses, mais de 3 mil residências foram contempladas nas regiões Oeste, Centro-Sul e do Barreiro. Materiais educativos específicos foram produzidos para auxiliar na divulgação e no reforço das mensagens.

Um dos destaques foi o comunicado sobre a desativação de um ponto de entrega voluntária de resíduos recicláveis no bairro Sagrada Família, na região Leste, com o objetivo de erradicação do ponto crítico de deposição indevida de resíduos que se formou ao redor do equipamento. As abordagens para orientação dos cidadãos locais duraram três dias. Atuações constantes são também desenvolvidas pelos técnicos de mobilização no sentido de incentivar a observância dos dias e horários de coleta domiciliar. Alterações nos roteiros dos caminhões que recolhem o lixo das casas e do comércio são outras demandas ocasionalmente em pauta.

Ana Paula da Costa Assunção, chefe do Departamento de Políticas Sociais e Mobilização da SLU, avalia que, pelo fato de a limpeza urbana ser de extrema relevância sanitária, o impacto é sempre enorme no cotidiano das pessoas. “Sendo assim, estimulamos as boas práticas, de modo a reduzir a ocorrência irregular de resíduos em vias públicas e em terrenos vazios, para diminuirmos substancialmente os riscos de proliferação de doenças, inclusive de contaminação pela Covid-19”, ressalta. Para a gestora, a responsabilidade com o lixo que produzimos representa proteção direta para a população, para o gari e para os demais profissionais envolvidos.

Nesse período, as campanhas educativas vêm abordando com mais ênfase a necessidade do correto descarte de resíduos. Durante o isolamento social, recomenda-se a utilização de sacos plásticos duplos e resistentes, cujo conteúdo não exceda o limite de dois terços da capacidade de armazenamento da embalagem. Dessa forma, há menos chances de rompimento do lacre.

Segundo Ana Paula, todos os protocolos de segurança estão sendo adotados durante as ações de mobilização social, como o uso constante de equipamentos de proteção individual (EPIs), incluindo máscaras, a utilização de álcool em gel e a prática do distanciamento de dois metros entre as pessoas. “Outra medida importante é o não compartilhamento de canetas e pranchetas com o cidadão”, explica a chefe.

Logo no início do período de isolamento social imposto pela quarentena, em março, as ações foram temporariamente interrompidas, mas logo percebeu-se a necessidade de retomada das atividades, devido ao caráter essencial do serviço. As próximas atividades estão previstas para o bairro Serra e região, ainda neste mês de julho. A equipe segue depois para o Novo São Lucas.

Para o gari Evandro Palhares, de 25 anos, a colaboração da população torna os resultados do trabalho mais eficientes e duradouros. “Estamos fazendo nossa parte para o bem de todos, tomando também os cuidados necessários para a preservação de nossa saúde”, afirma. “Sabemos da importância do serviço que realizamos neste momento tão delicado de pandemia, mas precisamos contar, a cada dia, mais e mais com o apoio da comunidade.”