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De acordo com um estudo publicado pelo Instituto Brasileiro de Geografia (IBGE), em Minas Gerais, 6,3% dos adultos têm diagnóstico de alguma doença do coração. Esse dado coloca o Estado com o maior percentual de pacientes com doenças cardíacas no Brasil, cuja média é de 4,2% ainda de acordo com o IBGE. Diante deste cenário, esperar por um atendimento médico pode ser fatal, principalmente se for um caso de cirurgia cardiovascular.

Apesar do risco de infecção pela Covid-19, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular (SBCCV) orienta que qualquer paciente que apresentar sintomas de complicações oriundas ao coração deve procurar atendimento médico urgente. Além disso, a Instituição esclarece que o ambiente hospitalar é seguro para a realização de procedimentos cirúrgicos, uma vez que há uma adaptação do espaço para receber tais casos apesar da pandemia. Em uma cartilha virtual, a sociedade compartilhou informações e orientações que os hospitais já estão adotando a fim de manter os atendimentos com segurança. Veja aqui.

Ainda segundo a SBCCV, há evidências de um aumento do número de casos de paradas cardíacas em residências. O médico e coordenador do serviço de cirurgia cardiovascular do Hospital Felício Rocho, Dr. Renato Braulio, esclarece que a espera por atendimento pode ser fatal. Dor no peito, sensação de aceleração do coração, tonturas, falta de ar, fadiga e apertos tanto na região torácica quanto nos braços, costas e axilas, são sintomas que indicam que a pessoa deve procurar atendimento rápido e especializado, apesar do isolamento social.

“O isolamento, até o momento, é a forma mais indicada para conter a circulação do novo coronavírus, mas se o corpo mostrar qualquer sinal de desconforto é necessário sair de casa para ir até o hospital. E se for o caso de uma cirurgia, não espere a pandemia passar para finalmente realizar a operação. Num pequeno intervalo de tempo, uma vida pode ser perdida”, alerta o médico.

Cirurgias eletivas são características de pacientes estáveis, mas se os procedimentos não forem realizados no momento ideal, o quadro pode agravar e novas complicações podem surgir. Desta forma, atrasar uma cirurgia pode torná-la mais difícil e complexa. Assim, os riscos cirúrgicos aumentam e chances de recuperação diminuem.

Ainda há outro agravante que ascende o alerta para que pacientes cardíacos não aguardem por cirurgias e procurem atendimento adequado: eles encaixam no grupo de risco da Covid-19.  “O cuidado é o mesmo para todos. Porém, como este é o grupo de pacientes que tem o maior risco de desenvolver a forma grave da doença, a prevenção tem que acontecer”, orienta Dr. Renato Braulio.

 

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