Foto: Ricardo Barbosa

 

O governador Romeu Zema anunciou, nesta segunda-feira (10/8), a ampliação do programa Bolsa Merenda, totalizando 466 mil estudantes atendidos. O benefício temporário visa reduzir os impactos da paralisação de aulas presenciais na rede estadual e a consequente inviabilidade de acesso dos estudantes à merenda escolar.

O programa foi estendido por mais dois meses (agosto e setembro) e passa a contemplar famílias na faixa da pobreza (com renda mensal entre R$ 89,01 e R$ 178 por pessoa), além dos alunos em situação de extrema pobreza (com renda mensal de até R$ 89,00 por pessoa) atendidos inicialmente. Desde abril, o auxílio destinou R$ 50 mensais para estudantes da rede estadual inscritos no CadÚnico.

Zema destacou que a iniciativa faz parte do esforço do governo mineiro para conter os impactos da pandemia. “Nosso combate vai além da saúde. A atividade econômica foi muito impactada, muitas pessoas deixaram de ter renda, perderam seus empregos. As crianças, que antes podiam contar com a merenda escolar, com a suspensão das aulas, passaram a não ter mais esse recurso. Por isso, vamos ampliar o Bolsa Merenda por mais dois meses e passaremos a atender também famílias na faixa de pobreza. Assim, o número de beneficiários sai de 380 mil alunos para 466 mil alunos”, afirmou.

Repasse aos municípios
Além da ampliação do Bolsa Merenda, o governador anunciou o repasse de R$ 9 milhões aos fundos de assistência social dos municípios. A secretária de Estado de Desenvolvimento Social, Elizabeth Jucá, explicou que o objetivo do repasse é reduzir os impactos sofridos pela população mineira, especialmente de famílias que estão em situação de vulnerabilidade social. Os recursos são provenientes da Medida Provisória 978/2020, que prevê repasses extraordinários do governo federal aos Estados e municípios para o combate ao coronavírus.

“Essa transferência aos fundos municipais era uma demanda dos municípios para ajudar no combate e enfrentamento do que foi causado pela pandemia. Vamos fazer a transferência em duas parcelas, a partir de agosto, usando o critério do piso mineiro de assistência social”, afirmou.