O autor Lucas Lage é Diretor administrativo do Instituto Pedagógico de Minas Gerais (Ipemig) (foto: Ruhan Carlos Botelho)

Dor de garganta, dor de cabeça, coriza, tosse, e febre. Esses são alguns dos sintomas do novo coronavírus quando diagnosticado como doença infecciosa. Por outro lado, a rápida propagação do vírus e o fácil contágio entre infectados, deixam também os sintomas para a sociedade. Um exemplo é a restrição a lugares com alta aglomeração de pessoas, conforme orientação do Ministério da Saúde.

Um dos impactos causado por essa medida afeta diretamente a rotina de milhares de estudantes de universidades, faculdades, centros universitários e demais instituições de ensino no mundo. Essas organizações têm sofrido com o cancelamento de aulas presenciais e semipresenciais a fim de deter o contágio da Covid-19, atrapalhando, assim, o calendário letivo e a graduação dos alunos.

Aquém deste movimento estão as instituições de Ensino a Distância (EAD). Por conta de um formato de aprendizagem voltado ao compartilhamento de conteúdo via internet, os alunos que optam por essa modalidade acabam não precisando frequentar as salas de aula. Além, é claro, de não necessitarem usar espaços públicos que também podem ser enxergados como uma concentração para o coronavírus – como transporte público, filas em terminais de embarque ou desembarque, aglomerações no trânsito, elevadores coletivos, escadarias com corrimãos, e outros.

Em situações como a que estamos vivendo neste momento, o Ensino a Distância é uma ferramenta útil e importante para preservarmos a saúde do aluno, sem violar o seu ritmo de estudos e, ainda, sem comprometer seu calendário acadêmico. A partir do momento que existe uma plataforma de apresentação do conteúdo didático e que também permite a avaliação para checar a capacitação do aluno, o mesmo poderá ter seu acompanhamento com sucesso e não será prejudicado em nada.

De acordo com uma pesquisa divulgada pela Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), 44% dos estudantes de graduação e pós-graduação no Brasil optam, neste momento, pela EAD. A expectativa, ainda segundo a pesquisa, aponta que, até 2023, 49% dos estudantes desse âmbito tendem a escolher pelo ensino remoto.

Os dados apresentados pela ABMES são de 2018 e tratam uma esfera regular, que não considera pandemias e dialoga apenas com os alunos do ensino superior. Porém, a pergunta que pode ser aplicada na atual condição é por que não aplicar estruturas semelhantes em esferas emergenciais?

No estado de São Paulo, por exemplo, os governantes já tiveram essa percepção. Cerca de 4,5 milhões de alunos das redes municipais e estaduais tiveram as aulas suspensas. Os governos locais já estudam uma forma de levar o conteúdo das salas de aula para esses alunos e a forma mais objetiva avaliada por eles é o EAD.

Até o momento o que sabemos é que enquanto nenhuma vacina para a doença ou outra forma de controle forem descobertos, o melhor remédio continua sendo a prevenção; que vem junto da continuidade das medidas de isolamento. E o Ensino a Distância é uma boa alternativa para os alunos não atrasarem seus estudos e ainda é uma opção para quem quer aproveitar o tempo em casa para aperfeiçoar o seu currículo.