Mary Lage, a presidente do Ipemig (foto: Ruhan Carlos Botelho)

 

Uma pesquisa do International Business Report da Grant Thornton destacou que 34% dos cargos de liderança sênior em empresas brasileiras são ocupados por mulheres. O estudo, realizado com 4.812 empresas, em 32 países, coloca o Brasil como o 8º país com o maior índice de liderança feminina em 2020.

Apesar de ainda serem minoria, as líderes brasileiras estão acima da média global, que é de 29%. Ainda de acordo com a pesquisa, o ranking de países é liderado pela Filipinas, com 43%, seguido da África do Sul, com 40%, Polônia, com 38%, e México com 37%.

Na comparação com 2019, o índice de liderança feminina obteve um salto bastante notável, já que no ano anterior, apenas 25% dos cargos de liderança eram entregues a mulheres, 9% a menos do que atualmente.

Para Mary Lage, presidente e fundadora do Instituto Pedagógico de Minas Gerais (Ipemig), este resultado está atrelado não somente a políticas de inclusão, mas também ao empenho e dedicação das mulheres ao ofício. “O sucesso das mulheres em grandes empesas está diretamente ligado à capacidade de organização e excelência no desenvolvimento de suas funções”, afirma.

No cenário atual é importante realçar os avanços conquistados. Pois, há dez anos, quando Mary fundou o Ipemig, os cargos de liderança dedicados a mulheres não eram ocupados por sequer 15%. A realidade coorporativa era outra, e graças à luta de muita gente, hoje podemos colher os frutos de ter um ambiente mais inclusivo, com oportunidades de crescimento e destaque.

O Ipemig é um exemplo para se inspirar, pois além de Mary, a empresa conta com seleto grupo de mulheres em cargos de liderança, como por exemplo a Gerência Geral da Instituição, que atualmente está aos cuidados de Lilian Brazil.